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SÃO PAULO – A maioria dos alunos brasileiros do 3º ano do ensino fundamental não apresenta nível de aprendizado adequado em leitura, escrita e matemática. A segunda edição da Prova ABC, cujos resultados foram divulgados nesta terça-feira, mostram que 69,9% dos estudantes tiveram desempenho em escrita abaixo do considerado adequado e 66,7% não atingiram o patamar de proficiência em matemática esperado para o respectivo grau escolar. A prova foi aplicada no final do ano passado a 54 mil alunos de 1,2 mil escolas públicas e privadas de todo o país.

O melhor desempenho geral dos estudantes brasileiros, de idades entre 7 e 11 anos, foi constatado no teste de leitura, no qual 44,5% apresentaram conhecimento considerado adequado. O percentual, contudo, representa menos da metade do total de estudantes que fizeram o teste.

A avaliação promovida pelo movimento Todos pela Educação e pela Fundação Cesgranrio utiliza como referência o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) e considera como nível adequado de aprendizado 175 pontos para o 3º ano do ensino fundamental, em uma escala que pode varia de 100 a 250. Em escrita, o patamar de proficiência é de 75 pontos, em uma escala que varia de 0 a 100.

A prova também avaliou alunos do 2º ano do ensino fundamental em todo o país e o resultado também mostrou que a maioria dos estudantes não apresentou nível de aprendizado considerado adequado. No total, 85,6% tiveram desempenho em matemática abaixo do patamar de proficiência e 73,7% atingiram nível considerado abaixo do adequado em leitura. O Todos pela Educação explicou, contudo, que o nível de dificuldade da prova era mais adequado para alunos do 3º ano do ensino fundamental.

Na análise regional referente ao 3º ano do ensino fundamental, o Sudeste e o Sul tiveram os melhores desempenhos gerais, enquanto Norte e Nordeste apresentaram os piores patamares. Em matemática, 47,4% dos estudantes do Sudeste demonstraram conhecimento adequado, enquanto 16,5% dos alunos do Norte tiveram o mesmo desempenho. Em leitura, 51,2% dos estudantes do Sul alcançaram o nível de proficiência, enquanto 30,7% atingiram o patamar considerado adequado.

As desigualdades educacionais também são perceptíveis na comparação por estados. Em leitura, 60,1% dos alunos de São Paulo tiveram desempenho considerado adequado, enquanto apenas 22,2% dos estudantes do Pará atingiram o mesmo patamar. Em matemática, enquanto 49,3% dos alunos de Minas Gerais apresentaram performance considerada adequada, apenas 9,7% dos estudantes do Amazonas tiveram o mesmo desempenho.

— A criança está plenamente alfabetizada quando é capaz de ter autonomia na leitura, escrita e matemática para continuar aprendendo. É necessário que ela leia para aprender, e não apenas aprenda a ler. E o resultado da prova mostrou a necessidade de uma maior ênfase em matemática. O professor se concentra em ensinar as letras nos primeiros anos e esquece a matemática. Ele não enfatiza a matemática e não se pode esquecer que a alfabetização numérica facilita a alfabetização geral — explicou a consultora e pesquisadora da Fundação Cesgranrio, Nilma Santos Fontanive.

Rio de Janeiro

No Sudeste, o Rio de Janeiro teve o desempenho mais fraco da região em leitura e o segundo pior em matemática e em escrita, ficando atrás inclusive do percentual médio da região. No estado, 52,2% dos estudantes tiveram desempenho em leitura abaixo do considerado adequado, enquanto nos demais estados os mesmos percentuais foram de 52% (Espírito Santo), 40,9% (Minas Gerais) e 39,9% (São Paulo).

Em matemática e escrita, o Rio de Janeiro teve uma performance melhor apenas que o Espírito Santo e teve um desempenho pior que o da média do Sudeste. No estado, 55,8% do estudantes tiveram desempenho em matemática abaixo do considerado adequado e 63% não atingiram o patamar de proficiência em escrita esperado para o respectivo grau escolar. No Sudeste, os mesmos percentuais foram de 52,6% e 61,2%.

A primeira edição da Prova ABC, referente a 2011, foi aplicada a alunos que já tinham concluído o 3º ano do ensino fundamental, o que não permite, portanto, a comparação de resultados com a segunda edição. A meta do Todos pela Educação é de que, até 2022, 100% das crianças brasileiras estarão estar plenamente alfabetizadas.