Flacso Brasil https://flacso.org.br Thu, 08 Dec 2022 12:59:20 +0000 pt-BR hourly 1 https://flacso.org.br/files/2022/05/cropped-1_Flacso-LGTP-Principal-Azul-A-1-32x32.png Flacso Brasil https://flacso.org.br 32 32 Fórum Nacional de Educação Escolar Indígena recebe apoio da Flacso Brasil para realização em Luziânia, Goiás. https://flacso.org.br/2022/12/05/forum-nacional-de-educacao-escolar-indigena-recebe-apoio-da-flacso-brasil-para-realizacao-em-luziania-goias/ https://flacso.org.br/2022/12/05/forum-nacional-de-educacao-escolar-indigena-recebe-apoio-da-flacso-brasil-para-realizacao-em-luziania-goias/#respond Mon, 05 Dec 2022 14:45:12 +0000 https://flacso.org.br/?p=29555

Entre os dias 30 de novembro e 03 de dezembro, a Flacso Brasil apoiou a realização do Fórum Nacional de Educação Escolar Indígena (FNEEI). A 6ª edição do evento aconteceu em Luziânia, Goiás, e contou com a participação da Diretora da Flacso, Rita Potyguara. Além da Diretora, os membros do Programa Cidadania, Participação Social e Políticas Públicas, coordenado por Kathia Dudyk, fizeram a relatoria do VI FNEEI. O evento contou com 520 indígenas, de 127 povos, entre professores, professoras, gestores e discentes de universidades federais vinculados à pauta.

A realização do Fórum buscou gerar uma reflexão interna sobre as condições da Educação Escolar Indígena no Brasil, os avanços e as perspectivas para o futuro. Os profissionais indígenas da educação de 23 estados e do Distrito Federal aproveitaram para definir pontos prioritários para atenção na educação dos povos originários. “O fórum foi criado pela vontade de vários povos indígenas de todos os estados que sentiram a necessidade de ter uma representação nacional para acompanhamento da elaboração e implementação das políticas sobre a educação escolar indígena”, disse Rose Sateré-Mawé, indígena doutoranda em Linguística e integrante da Comissão Organizadora do FNEEI.

A partir do evento, as lideranças escreveram documento que foi entregue para a equipe de transição vinculado ao GT de Educação do novo governo eleito e ao Ministério da Educação. “O retorno foi altamente positivo e foi uma conversa que deixou o canal aberto para diálogo em outros momentos”, disse Rita Potyguara, Diretora da Flacso Brasil e membro da Comissão Organizadora do VI FNEEI. Além da equipe de transição, o Fórum realizou diálogo com o Ministério Público Federal (MPF), que se aproximou das discussões com as lideranças.

Aline Quintão, Fábio Merladet, Luciano Ribeiro e Bárbara Nonato, do Programa Cidadania, Participação Social e Políticas Públicas, além de Tarisson Nawa, da Assessoria de Comunicação da Flacso Brasil, participaram das discussões e destinaram esforços para a realização e cobertura do evento. “Enquanto programa Cidadania temos sido parceiros em projetos e ações de desenvolvimento, registro e sistematização do processo de avaliação das políticas e da gestão da educação escolar indígena” declarou Bárbara Nonato, da Flacso Brasil, ao apontar que a instituição também colaborou com a construção da metodologia de processos participativos que contribuíram com a política pública, por meio da proposição de diretrizes, estratégias e mecanismos, a exemplo da 1ª Conferência Nacional de Política Indigenista e da 2ª Conferência Nacional de Educação Escolar Indígena.

A partir do evento, as lideranças esperam institucionalizar o Fórum Nacional de Educação Escolar Indígena e aumentar a representação de todos os povos e estados. A ideia é congregar a diversidade étnica das populações originárias com apoio dos aliados à pauta da educação escolar indígena. “Nós queremos fazer mais que um evento; nós queremos dar uma solidez a esse Fórum e ampliar para a máxima participação entre os parentes e não parentes”, finalizou Rita Potyguara.

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Boletim Informativo do CPA: edição de outubro https://flacso.org.br/2022/11/28/boletim-informativo-do-cpa-edicao-de-outubro/ https://flacso.org.br/2022/11/28/boletim-informativo-do-cpa-edicao-de-outubro/#respond Mon, 28 Nov 2022 20:39:05 +0000 https://flacso.org.br/?p=29483

Confira aqui o Boletim Nº 14 – outubro/22!

CPA

O CPA é um projeto executado pela Flacso Brasil em parceria com o Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), a Secretaria Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (SNDCA/MMDFDH) e a Organização dos Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI).

 

 

 

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Colégio Latino-Americano de Estudos Mundiais lança livro sobre raça e racismo no Brasil https://flacso.org.br/2022/11/23/colegio-latino-americano-de-estudos-mundiais-lanca-livro-sobre-raca-e-racismo-no-brasil/ https://flacso.org.br/2022/11/23/colegio-latino-americano-de-estudos-mundiais-lanca-livro-sobre-raca-e-racismo-no-brasil/#respond Wed, 23 Nov 2022 21:34:26 +0000 https://flacso.org.br/?p=29475

O Colégio Latino-Americano de Estudos Mundiais da Flacso Brasil, em parceria com a editora alemã De Gruyter, lança o livro “Raça e Racismo na América Latina e no Caribe: uma visão cruzada sobre o Brasil (Race and Racism in Latin America and the Caribbean: a crossview from Brazil, título original em inglês).

A publicação em inglês é de autoria de Rebecca Lemos Igreja (Flacso Brasil/UnB), Richard Santos (Universidade de Feira de Santana, Bahia, Brasil) e Carlos Agudelo (Universidade de Paris, França)

A obra faz parte da série editorial América Latina em Perspectiva: Sociedade, Cultura e Política (Latin American in Perspective: Society, Culture and Politics). As obras se baseiam no conceito de que perspectivas, experiências, estruturas teóricas e pesquisas empíricas latino-americanas podem contribuir para o debate sobre grandes problemáticas globais.

“Raça e Racismo na América Latina e no Caribe” discute a questão racial na América Latina inserindo a perspectiva do Brasil no debate regional, ao mesmo tempo em que contrasta com as perspectivas nacionais mais comuns e destaca o intercâmbio entre os mundos luso e hispano.

O volume ainda oferece um panorama dos debates históricos e contemporâneos sobre a questão racial na região; enfatiza, em especial, a herança da escravidão, a persistente subordinação da população negra junto com sua mobilização e trocas, a centralidade da luta antirracista e seus principais atores e intelectuais; o impacto das políticas multiculturais e de igualdade racial e o desenvolvimento de categorizações.

Sobre a série de publicações

A série se baseia no conceito de que perspectivas latino-americanas específicas, estruturas teóricas e pesquisas empíricas refletem o debate sobre questões globais mais amplas no contexto de tendências multidimensionais e globalizadas. Por meio de uma seleção diversificada de colaboradores, a série se concentrará em análises inter-regionais e promoverá abordagens interdisciplinares, multissituadas, empíricas e comparativas. A América Latina em Perspectiva: Sociedade, Cultura e Política será um fórum para a discussão de temas atuais em torno de temas sociais, políticos e judiciais locais e regionais, explorando questões como desigualdades e justiça social. Concentrando-se em publicações com um foco empírico rigoroso, a série visa inspirar proposições teóricas mais amplas e debates informados pelas tendências internacionais atuais em metodologia e teoria.

O lançamento oficial da obra irá acontecer em dezembro. Para conhecer e ter acesso ao livro, acesse: https://bit.ly/3Vvtw1u

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Flacso Brasil anuncia as inscrições abertas para o Hackathon Web3 – Tokenização do Patrimônio da União https://flacso.org.br/2022/11/22/flacso-brasil-anuncia-as-inscricoes-abertas-para-o-hackathon-web3-tokenizacao-do-patrimonio-da-uniao/ https://flacso.org.br/2022/11/22/flacso-brasil-anuncia-as-inscricoes-abertas-para-o-hackathon-web3-tokenizacao-do-patrimonio-da-uniao/#respond Tue, 22 Nov 2022 18:43:20 +0000 https://flacso.org.br/?p=29451

Maratona sobre educação e construção de soluções blockchain na Web3 convida a superar desafios na gestão do patrimônio da União

Estão abertas as inscrições para o Hackathon Web3 – Tokenização do Patrimônio da União, uma maratona sobre educação e construção de soluções blockchain na Web3 para os desafios da administração pública na gestão do patrimônio da União. O evento é gratuito e aberto a todos, e acontece entre os dias 17 de novembro e 15 de dezembro, com distribuição de 150 mil reais em prêmios. A pré-inscrição já está aberta pelo link https://bit.ly/HackathonWeb3Brasil.

Durante o período de inscrições, que vai de 17 de novembro a 2 de dezembro, serão realizados workshops de conteúdo e de programação. Na fase seguinte do hackathon, os participantes contarão com suporte contínuo para o desenvolvimento de suas soluções e para tirarem dúvidas. É uma oportunidade única de aprender e criar a partir da colaboração de diferentes agentes e pontos de vista. A atividade culminará com a apresentação das soluções até o dia 11 de dezembro, e a premiação de projetos no dia 15 de dezembro.

A iniciativa é uma parceria entre a Secretaria de Coordenação e Governança do Patrimônio da União (SPU), órgão do Ministério da Economia responsável pela gestão do patrimônio da União, o Serpro, maior empresa pública para soluções em tecnologia do governo, e a Escola Nacional de Administração Pública – Enap, seguindo suas iniciativas pioneiras para a transformação digital dos seus processos de gestão e de relação com cidadãos. As entidades uniram expertise com outros parceiros, a Flacso e a Fundação Celo, para a realização dessa primeira atividade educacional colaborativa em Web3 entre membros da administração pública e da sociedade civil. O objetivo do Hackathon Web3 – Tokenização do Patrimônio da União é fomentar a educação sobre o tema da Web3, e estimular a co-criação de soluções para desafios da administração pública federal.

O tema principal do hackathon envolve a tokenização de ativos da União em blockchain, e casos de uso relacionados as seguintes atribuições legais da SPU, e definidas pela entidade:

Problema 1: Caracterização e Incorporação
Registro de Imóveis, Matrículas e Cadeia Dominial
Emissão de Títulos com Força de Escritura Pública
Problema 2: Destinação dos Bens da União
Cessão de Uso (Locação, Arrendamento, Inscrição de Ocupação e Comodato),
Preservação Ambiental (Crédito de Carbono, Reserva Legal, Recuperação Ambiental);
Venda (Leilão, Venda Direta); e
Fundo de Investimento Imobiliário
Problema 3: Gestão de Contratos
Gestão, Compliance e Fiscalização

Indicação

Este desafio é aberto ao público e destinado a qualquer indivíduo que se interessa por contribuir com a resolução de problemas do mundo real através da tecnologia Web3. Encorajamos fortemente a participação de indivíduos com diferentes expertises no desafio – programadores, advogados, engenheiros, cartógrafos, indústria financeira. Este é um desafio para participação em equipe de no mínimo duas pessoas. A inscrição é pessoal, e será oportunizado momento durante o desafio para a formação de equipes.

AGENDA

Confira a agenda do evento:
16/11 a 02/12: período de inscrições
21/11 a 01/12: sessões de workshop online
03/12: cerimônia de abertura
03/12 a 11/12: Hackathon Web3 – Tokenização do Patrimônio da União
11/12: entrega dos projetos
12/12 a 14/12: avaliação do projetos
15/12: cerimônia de encerramento

 

 

 

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Flacso Brasil participa de reunião do Comitê Diretivo do Sistema Flacso no Uruguai https://flacso.org.br/2022/11/16/flacso-brasil-participa-de-reuniao-do-comite-diretivo-do-sistema-flacso-no-uruguai/ https://flacso.org.br/2022/11/16/flacso-brasil-participa-de-reuniao-do-comite-diretivo-do-sistema-flacso-no-uruguai/#respond Wed, 16 Nov 2022 13:12:06 +0000 https://flacso.org.br/?p=29428 Aconteceu nos dias 14 e 15/11, em Montevideo, no Uruguai, a reunião do Comitê Diretivo (CD) do Sistema Flacso. A agenda foi realizada no Radisson Montevideo Victoria Plaza Hotel e teve o objetivo de ser um espaço para discutir e deliberar sobre normativas e avanços do Sistema. A Diretora da Flacso Brasil, Rita Potyguara; a Coordenadora Administrativa, Flávia Marins; e a Secretária Acadêmica, Marcelle Tenório, participaram da reunião, que aconteceu de forma híbrida: virtual e presencial.

Na manhã do primeiro dia (14/11), houve a deliberação dos participantes da reunião sobre a aprovação da especialização em Cultura e Educação, coordenada por Renata Montechiare, do Programa Estudos e Políticas de Cultura e Diversidade da Flacso Brasil. A especialização foi aprovada para continuidade da oferta de vagas para os próximos cinco anos.

“Para nós, da Flacso Brasil, é uma oportunidade de compartilhamento das experiências e atividades que temos alcançado no desenvolvimento de nossas atividades acadêmicas e de cooperação técnica”, disse a Diretora da Flacso Brasil, Rita Potyguara.

O segundo dia foi dedicado à oficina e atividades de balanço das Unidades Acadêmicas. Os diretores debateram a criação de um diplomado sobre migrações com a participação de várias unidades na gestão do curso. A iniciativa foi bem avaliada pela necessidade de construções de agendas conjuntas. As Flacsos Chile, Argentina, Brasil, Guatemala, Equador, México e Uruguai elogiaram a proposta.

“Nossa participação da reunião serve para pensarmos e mostrarmos como a Flacso Brasil se apresenta e colabora para a conformação do Sistema Flacso a partir das nossas especificidades brasileiras”, ressaltou a Diretora Rita. Ao falar do funcionamento das unidades acadêmicas, Rita comentou sobre experiências com “altas probabilidades de serem replicas, desde que sejam adaptadas ao contexto das unidades, programas e projetos dos países”, finalizou.

Os gestores também avaliaram as variantes do Informe Regional produzido pelo sistema Flacso. As lideranças dentro do Comitê Diretivo (CD) fizeram acrescimentos e mudanças na organização dos dados sobre os avanços das unidades acadêmicas que serão apresentados ao público e governos.

“Poder escutar vocês me faz ter noção que as atividades do Sistema Flacso não acontecem de forma isolada”, comentou Roberto Lopez, Diretor da Flacso El Salvador. O Diretor da Unidade Acadêmica foi recentemente empossado e estava presente na modalidade virtual.

“Temos uma excelente equipe na Flacso e precisamos fortalecer nossa articulação para incidir nos debates regionais de forma mais intensa”, destacou Valentina Delich, Diretora da Flacso Argentina e atual presidente do Comitê Diretivo.

A reunião finalizou na tarde de ontem (15/11). Os diretores se juntarão às suas equipes das Unidades Acadêmicas para fortalecimento do campo das Ciências Sociais no V Congresso Latino-Americano e Caribenho de Ciências Sociais. As atividades da agenda em Montevideo, no Uruguai, iniciam hoje (16) e vão até sexta-feira (18/11). Para mais informações, acesse: https://flacso2022.uy/pt/home/

CRÉDITOS (imagens): Felipe Neumann – Flacso Chile

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COVID-19 e Educação do campo são temas de site lançado pela Flacso Brasil e parceiros https://flacso.org.br/2022/11/14/covid-19-e-educacao-do-campo-sao-temas-de-site-lancado-pela-flacso-brasil-e-parceiros/ https://flacso.org.br/2022/11/14/covid-19-e-educacao-do-campo-sao-temas-de-site-lancado-pela-flacso-brasil-e-parceiros/#respond Mon, 14 Nov 2022 21:09:10 +0000 https://flacso.org.br/?p=29424 Iniciativa envolve organizações de três países. Flacso Brasil coordena o primeiro ano de atividade do projeto.

Flacso Brasil lança o site Comunidade de Prática. O portal de conteúdo faz parte do programa Estudos e Políticas de Cultura e Diversidade, coordenado pela Dra. Renata Montechiare. O projeto “Comunidade de Prática – Desenvolvimento Integral e Educação Intercultural na América Latina” é apoiado pela Porticus. O site pode ser acessado em: https://comunidadeeducativa.org/

“A Flacso Brasil liderou o primeiro ano do Projeto Comunidade de Prática e agora lança um site com a memória desse primeiro ano de atividade”, disse Renata Montechiare.

A coordenadora do projeto declarou que nos encontros mensais e virtuais foram discutidos dois grandes temas: o da Covid-19 e o cenário da educação do campo, ambos os temas com foco para três países: Colômbia, Peru e Brasil.

“Buscamos entender como as escolas e as redes de educação enfrentaram a pandemia, as consequências, desafios, soluções encontradas, saídas e alternativas diante da crise epidemiológica”, disse Montechiare ao falar do primeiro tema abordado no projeto.

Ao tratar da educação do campo, Renata declarou que o objetivo da iniciativa foi entender como os sistemas de educação funcionam, que tipo de formação docente existe, como as escolas são distribuídas e dados de orçamento. De acordo com a coordenadora, o recorte de educação do campo foi ampliado para entender a educação indígena, quilombola, extrativista, de comunidades tradicionais, pequenos agricultores e agricultura familiar.

O projeto

O projeto de apoio institucional e liderança da Comunidade de Prática tem como objetivo articular os parceiros que promovem iniciativas para a melhoria da oferta e qualidade da educação secundária e média do campo a partir da interculturalidade.

A iniciativa conta com parceria de várias organizações da Colômbia, Brasil e Peru: Educapaz, CINEP, Fundación Nacional por la Reconciliación, Aulas en Paz, Masterpeace Colômbia, Pontifica Universidad Javeriana, Fundación Escuela Nueva, Fe y Alegría. Unesco Perú, Ser Maestro, Observatorio Peruano de Educación, Universidad Antonio Ruiz de Montoya, Tarea, Unicef, CREI, Comunidade Educativa CEDAC e o Centro de Referência em Educação Integral.

No Brasil, a liderança do projeto é feito pela Flacso, que atua em conjunto com a Porticus no Norte e em alguns estados do Nordeste, com foco no Ensino Fundamental II e Ensino Médio. Na Colômbia, a liderança é da ONG Educapaz em conjunto com outras organizações do país. No Peru, a Comunidade de Prática é conduzida pela Unesco Peru em parceria com organizações locais, regionais e nacionais.

Mapa de experiências educativas

A pandemia da Covid-19 colocou à prova as formas de imaginar o ensino em condições adversas e provocou rearranjos institucionais e pedagógicos que exibiram o compromisso de docentes preocupados com a manutenção de um vínculo sólido com alunos em meio às adversidades. As experiências dos parceiros da Porticus são exemplos de práticas inspiradoras a esse respeito.

O mapa de experiências educativas inspiradoras em Desenvolvimento Integral da Criança e Educação Intercultural na América Latina reúne iniciativas apresentadas durante os encontros realizados no primeiro ano de atividade da Comunidade de Prática.

Com isso, o projeto pretende divulgar ações promovidas por docentes e profissionais da educação em escolas e comunidades no Brasil, Colômbia e Peru.

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Pesquisadores da Flacso lançam livro sobre o impacto da COVID-19 na vida dos jovens da América Latina e Caribe https://flacso.org.br/2022/11/14/pesquisadores-da-flacso-lancam-livro-sobre-o-impacto-da-covid-19-na-vida-dos-jovens-da-america-latina-e-caribe/ https://flacso.org.br/2022/11/14/pesquisadores-da-flacso-lancam-livro-sobre-o-impacto-da-covid-19-na-vida-dos-jovens-da-america-latina-e-caribe/#respond Mon, 14 Nov 2022 14:16:41 +0000 https://flacso.org.br/?p=29391 Livro apresenta as estratégias da juventude em seis países e a implicação na vida cotidiana dessa faixa etária; obra será lançada em Montevideo, no Uruguai.

 

A Flacso Brasil lançará o livro Trajetórias/práticas juvenis em tempos de pandemia da covid-19, em Montevideo, no Uruguai, durante o V Congresso Latino-Americano e do Caribe de Ciências Sociais. A obra é organizada pelas pesquisadoras: Dra. Miriam Abramovay (Brasil); Dra. Lila Cristina Luz (Brasil); Dra. Marisa Feffermann (Brasil); Me. Veronica Cenitagoya (Chile); Dra. Ursula Zurita (México); e Dra. Ana Isabel Peñate Leiva (Cuba). O livro é uma construção coletiva de pesquisadoras vinculadas às organizações de seis países. Flacsos Brasil, Equador, México, Chile, Argentina e Cuba; Instituto de Saúde do Governo de São Paulo; Núcleo de Pesquisas sobre Crianças, Adolescentes e Jovens da Universidade Federal do Piauí (NUPEC/UFPI); e Centro Latino-americano sobre Juventude (CELAJU).

A Covid-19 gerou mudanças nas trajetórias de vida dos jovens, forçando-os a redesenhar suas experiências e práticas. Preocupada em conhecer as realidades das juventudes latino-americanas e caribenhas, a Flacso Brasil liderou a pesquisa com o objetivo de analisar as trajetórias dos jovens e de conhecer os impactos da COVID-19 nas condições de distanciamento, trabalho, educação, direito à cidade, participação social, família e emoções de 426 jovens do Brasil, Equador, México, Argentina, Chile e Cuba. Os autores entrevistaram jovens entre 15 e 29 anos de diferentes classes sociais, identidades, sexualidades, escolaridade, ocupação, entre outros.

O livro está dividido em cinco partes. Na primeira parte, as autoras avaliam os impactos da covid-19 na vida escolar, destacamos aqueles relacionados à educação; na segunda parte, analisam a vida laboral; na terceira parte, as autoras tratam do tema família; na quarta parte, as cidades são analisadas como contextos de expressões do aprofundamento das desigualdades; na parte sobre emoções problematizam a preocupação global com as emoções de uma perspectiva individual e vinculada ao bem-estar mental.

As condições e conclusões da pesquisa

A investigação foi iniciada em abril de 2020, durante os dois anos de confinamento causada pela COVID-19. O acesso aos jovens aconteceu de forma online e as entrevistas centradas nos eixos: identificação sócio-demográfica dos entrevistados; saúde: isolamento, dados sobre a Covid-19, cuidados da saúde individual e familiar (medicina e/ou religião/espiritualidade); condição em relação ao isolamento; sociabilidade/convivência; percepções, sentimentos, preocupações, problemas; atividades realizadas no período de isolamento/distanciamento social; violências e futuro.

Durante a produção da pesquisa, as autoras da obra evidenciaram alterações causadas pelo isolamento social que afetou a condição juvenil. O confinamento modificou as práticas cotidianas e subjetividades dos jovens. A pesquisa constatou que o discurso oficial de menor vulnerabilidade das juventudes serviu para ocultar problemas já enfrentados anteriormente, relacionados ao dia a dia da juventude. Com a pandemia e o contexto de extrema desigualdade social, os jovens foram os principais afetados.

Foram diversas as conclusões da investigação. Na educação, trabalho e interações sociais: o ensino remoto evidenciou desafios nunca antes enfrentados e o problema da falta de conectividade fez com que não tivessem possibilidade de acompanhar as aulas. Sem poder frequentar a escola e sem trabalho, a maioria dos jovens tiveram o tempo/espaço cotidiano comprimidos ao espaço privado. Todavia, para aqueles jovens que não deixaram de trabalhar, resultaram as piores alternativas de atividade laboral. Ao mesmo tempo, os jovens deixaram de usufruir da companhia de seus colegas e amigos, em interações cotidianas prioritárias atinentes à condição juvenil.

No tema cidades, o estudo evidenciou que a pandemia aprofundou desigualdades e iniquidades entre as famílias, e dentro delas, atravessadas por dimensões como: classe social, etnia, cor da pele, sexo, idade, território, profissão, entre outras. Apesar do impacto negativo inquestionável da pandemia, alguns jovens perceberam mudanças em sua concepção do mundo; o interesse pelo bem-estar social, familiar e individual foi despertado, e áreas da vida antes naturalizadas ou invisíveis foram valorizadas, como saúde, família, afetos, trabalho e o uso adequado do tempo.

No campo das emoções, a obra reconhece que a covid-19 é uma experiência única que coloca atores sociais, incluindo os jovens, em uma realidade permanente e incerta. Entre eles, as emoções compartilhadas fazem com que as dimensões de gênero, classe social, raça/etnia interajam em níveis simultâneos e múltiplos mostrando as diversas formas de discriminação existentes nas sociedades estudadas. Quanto ao futuro, os sonhos também foram desestabilizados, criando incertezas em relação ao seu futuro pessoal, profissional e acadêmico.

Na esfera familiar, a pandemia fez com que os jovens assumissem numerosas e novas responsabilidades em suas famílias. Além disso, foi reforçado o caráter adaptativo e resiliente de algumas famílias em situações de crise. Houve revalorização dos jovens que retornaram aos seus lares familiares, reencontros e aproximações que antes não havia. Nesta crise, viu-se que a família e os seus membros, com quem a casa é partilhada ou não, mobilizaram múltiplos recursos para garantir a continuidade dos estudos, mesmo nas condições mais difíceis. Assim, a família se mostrou uma instituição amortizadora dos riscos sociais de grande magnitude causado principalmente pela COVID-19.

Para viabilizar a divulgação e possibilitar que o conteúdo do livro chegue a um maior número de pessoas possíveis, a obra recebeu uma versão impressa e outra eletrônica. Em breve a versão impressa estará disponível na biblioteca das Flacsos e nas das demais bibliotecas das instituições acadêmicas.

 

Acesse o livro ]]>
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Da cesta básica à engenharia na Oracle: como jovens de baixa renda conquistaram o 1º emprego https://flacso.org.br/2022/11/08/da-cesta-basica-a-engenharia-na-oracle-como-jovens-de-baixa-renda-conquistaram-o-1o-emprego/ https://flacso.org.br/2022/11/08/da-cesta-basica-a-engenharia-na-oracle-como-jovens-de-baixa-renda-conquistaram-o-1o-emprego/#respond Tue, 08 Nov 2022 19:15:20 +0000 https://flacso.org.br/?p=29308

por Daniele Madureira – Acessa.com

Existe um grupo no Brasil que não consegue comemorar a queda na taxa de desemprego no último ano – que recuou quatro pontos percentuais entre o terceiro trimestre de 2021 e o terceiro trimestre de 2022, para 8,7%. Os jovens são uma das faixas etárias de maior rotatividade nas companhias: como não têm experiência e ganham pouco, os jovens são trocados com facilidade. Os mais pobres são especialmente prejudicados neste cenário: sem cursar uma faculdade, condição que os colocaria mais facilmente em programas de estágio ou trainee, eles ficam com as vagas que exigem menor qualificação, mais fáceis de serem descartadas.

Na opinião da pesquisadora Miriam Abramovay, coordenadora da Área de Juventude e Políticas Públicas da Flacso Brasil (Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais), é preciso que as empresas se atentem ao que os jovens querem depois da pandemia. “O movimento de quiet quitting [demissão silenciosa], em que os jovens contestam a produtividade a qualquer custo, está presente em todas as classes sociais”, diz ela, socióloga e mestre em educação.

 

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Unidades Acadêmicas da Flacso no Brasil, Cuba e México publicam capítulos em livro sobre juventudes, trabalho e educação https://flacso.org.br/2022/11/03/unidades-academicas-da-flacso-no-brasil-cuba-e-mexico-publicam-capitulos-em-livro-sobre-juventudes-trabalho-e-educacao/ https://flacso.org.br/2022/11/03/unidades-academicas-da-flacso-no-brasil-cuba-e-mexico-publicam-capitulos-em-livro-sobre-juventudes-trabalho-e-educacao/#respond Thu, 03 Nov 2022 21:06:07 +0000 https://flacso.org.br/?p=29275

No dia 07/11 (segunda-feira), às 17h00 (Horário de Brasília), a editora CirKula lançará o livro Juventudes, trabalho e educação. A Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso Brasil) indica a leitura do livro e dos capítulos Encontros e desencontros na pandemia: escola e juventudes e Estudantes universitários latino-americanos em tempos de covid-19: desafiando o presente.

O primeiro título é uma pesquisa produzida por Miriam Abramovay e Marcos Vinícius Sales, ambos da Flacso Brasil. O segundo título é resultado do trabalho das pesquisadoras Ursula Zurita Rivera (Flacso México), Lila Cristina Xavier Luz (UFPI/Clacso) e Ana Isabel Peñate Leiva (Flacso Cuba). Os textos tiveram a parceria da Secretaria Geral da Flacso.

O lançamento será um momento para oportunidade de diálogo entre pesquisadores do campo de estudos de juventudes. O evento acontecerá no formato hibrido (presencial ou virtual) e ocorre concomitantemente à 68ª Feira do Livro de Porto Alegre. Para acompanhar a divulgação da obra de forma remota, acesse: https://meet.google.com/rbi-oycv-wdb.

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Juventude, escola e participação “pós-pandemia” é tema de live da Flacso Brasil https://flacso.org.br/2022/10/25/juventude-escola-e-participacao-pos-pandemia-e-tema-de-live-da-flacso-brasil/ https://flacso.org.br/2022/10/25/juventude-escola-e-participacao-pos-pandemia-e-tema-de-live-da-flacso-brasil/#respond Tue, 25 Oct 2022 18:55:47 +0000 https://flacso.org.br/?p=29259

O Programa Estudos e políticas sobre juventudes, educação e gênero: violências e resistências promoverá, no dia 11/11 (sexta-feira), às 19h00 (Horário de Brasília), a live Juventude, escola e participação “pós-pandemia”. A atividade faz parte do encerramento do curso de aperfeiçoamento Juventudes, espaço escolar e violências: uma proposta de intervenção social.

A live terá como convidado o professor Dr. Paulo Carrano, da Faculdade de Educação da Universidade Federal Fluminense (FEUFF). O docente tem larga experiência com o tema da juventude e desigualdade social, com a publicação de livros e documentários.

O evento contará ainda com a presença dos diretores da Flacso Brasil e Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI). A atividade é aberta à comunidade em geral. Os participantes poderão requerer certificado de participação durante a live.

Acompanhe a transmissão pelo link: https://www.youtube.com/flacsobrasil

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