Sistema Flacso
A Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso) é um organismo internacional, autônomo e de natureza intergovernamental, fundado em 1957 pelos Estados Latino-Americanos que acolheram uma recomendação da IX Conferência Geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).
Atualmente, é composta por 18 Estados-membros que desenvolvem atividades acadêmicas, pesquisas e modalidades de cooperação em 13 países da América Latina e do Caribe. Todas essas unidades compõem o Sistema Flacso.

Sua estrutura de governança conta com:
Assembleia Geral (dos Estados-membros) que fixa a política geral da Instituição.
Conselho Superior (formado por representantes diplomáticos dos Estados que possuem sedes acadêmicas) que faz a mediação/acompanhamento entre a Assembleia Geral e a gestão cotidiana do organismo.
Comitê Diretivo – integrado pelos(as) diretores(as) de unidades acadêmicas e eleitos pela Assembleia, o(a) Secretário(a) Geral, e um(a) representante dos(as) professores(a) – que é responsável pelo planejamento e execução das atividades da Faculdade.
Cada Unidade Acadêmica, além do(a) diretor(a), é gerida por um Conselho Acadêmico – composto pelos(as) coordenadores(as) de área, um(a) representante dos(as) docentes/pesquisadores(as) e um(a) representante dos(as) estudantes – que é responsável pela proposição e avaliação das atividades institucionais.
O(a) Secretário(a) Geral (com sede atual em Costa Rica) é o(a) mesmo(a) da Assembleia, do Conselho Superior e do Comitê Diretivo.
Estados-membros: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Costa Rica, Cuba, El Salvador, Equador, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana, Suriname e Uruguai.
Unidades acadêmicas
Sedes: Argentina, Brasil, Chile, Costa Rica, Equador, Guatemala e México.
Programas: Cuba, El Salvador, Honduras, Paraguai, República Dominicana e Uruguai.

A Flacso no Brasil
Com sede na cidade de Brasília, a Flacso Brasil desenvolve atividades de pesquisa, formação e cooperação nas áreas de educação, direitos humanos, saúde, juventudes, violência, desigualdades, participação social, cultura, diversidade étnico-racial, entre outras.
A Flacso e o Governo da República Federativa do Brasil assinaram convênio em dezembro de 1990 para o funcionamento da Sede Acadêmica no país. Em maio de 1992, o Congresso Nacional aprovou esse acordo por meio de Decreto Legislativo, que foi promulgado em junho do mesmo ano pelo Decreto nº 593, firmado pelos Presidente da República e Chanceler da República Federativa do Brasil.

O acordo entre a entidade e o governo prevê a execução de “atividades de docência de pós-graduação, pesquisa e outras modalidades de cooperação no campo do desenvolvimento econômico e social e da integração da América Latina e do Caribe” (artigo II).
Normativas
A Flacso Brasil é regulada por normas locais e do Sistema Flacso que visam a excelência na atuação, seja ela acadêmica, de cooperação ou extensão.
Documentos fundadores:
- Acordo sobre a Flacso
- Convênio Flacso Brasil
- Regulamento de Programas Docentes do Sistema Flacso
- Regulamento Estudantil do Sistema Flacso
- Regimento Geral dos Cursos de Pós-Graduação e das Atividades de formação com valor curricular da Flacso Brasil
- Código de Ética do Sistema Flacso
- Código de Ética em Pesquisa do Sistema Flacso
- Política de proteção a crianças, adolescentes e adultos em situação de vulnerabilidade
- Emissão de diplomas, certificados e históricos de notas

Linhas de pesquisa
Estudos de interculturalidade; estudos sobre etnicidade, discurso e identidades; estudos antropológicos; antropologia social; antropologia visual; línguas e culturas indígenas; história da arte; estudos culturais; transformações nos imaginários coletivos; gestão cultural; racismo; linguística; estudos etnográficos; teorias críticas decoloniais.
Movimentos sociais; processos de construção de ação coletiva; movimentos: estudantil, de mulheres e feminismos, da diversidade sexual, de defesa territorial, de povos indígenas; estudos do trabalho, sociedade civil; movimento sindical e organização industrial; memória social.
População em condição de vulnerabilidade (pobres, pessoas com deficiência, meninos, meninas e adolescentes, afrodescendentes, mulheres, LGTBI+) e excluídos; desenvolvimento e conflito; estudos sobre desigualdades, pobreza e exclusão social; trabalho infantil; estudos populacionais ou demográficos; interseccionalidade.
Modelos de acumulação de capital; industrialização; produção agropecuária; dívida externa e fuga de capitais para o exterior; problemas de desenvolvimento econômico e social; dinâmicas socioeconômicas; políticas de trabalho, emprego, mercado de trabalho e informalidade; empreendedorismo; economia social e solidária; pequenas e médias empresas; economia feminista; cooperativismo; influência das commodities no crescimento econômico; mercado imobiliário; finanças públicas, cooperativismo.
Relação entre educação, crescimento econômico e desenvolvimento; políticas e processos de equidade e qualidade nos diversos níveis de ensino; relação entre ambientes sociais e a escola; boas práticas de ensino; abandono e atraso escolar; avaliação de desempenho docente; violência escolar; educação superior; estratégias pedagógicas; formação docente; formas de ensino e de literatura; pedagogias críticas, políticas educacionais.
Desenvolvimento e gestão territorial; conflitos agrários; desenvolvimento e construção de capacidades locais com base em processos de descentralização e gestão governamental em diferentes níveis de governo; gestão de riscos; gestão de riscos de desastres com perspectiva de gênero; gestão de turismo; população e território; desenvolvimento sustentável; energia; mudança climática; segurança e soberania alimentar; estudos agrários; agricultura familiar campesina; gestão florestal; conflitos socioambientais; gestão de resíduos sólidos; estudos urbanos; políticas públicas de energia e meio ambiente.
Sistemas e organismos internacionais, regionais e multilaterais; geopolítica; política externa; comércio mundial e integração regional; política comercial; integração política; globalização, processos políticos contemporâneos, cooperação para o desenvolvimento.
Representação política; sociologia política; processos políticos e qualidade da democracia; participação cidadã; partidos políticos; processos eleitorais; Estado de Direito; nação e nacionalismo; ética; bioética; ajustes institucionais e normativos; prestação de contas (accountability); corrupção; teoria da democracia; consulta prévia sobre assuntos indígenas; propriedade intelectual; cultura política; uso de fundos públicos; sindicalismo, corrupção e impunidade, igrejas e movimentos neopentecostais.
Estado; políticas públicas; gestão social e políticas públicas; gestão de políticas públicas, gestão e administração públicas, privatização e regulação de serviços públicos; análise de políticas públicas; políticas públicas e programas sociais; decisões e avaliação de políticas públicas e programas de governo; inclusão dos povos indígenas e afro-americanos nas políticas públicas; políticas públicas de juventude; políticas públicas de igualdade de gênero; políticas urbanas; orçamentos participativos; análise de diferenças salariais; políticas de saúde física e mental.
Segurança nacional; conflitos armados; segurança internacional e defesa; tráfico de pessoas; tráfico de drogas; polícia nacional; proteção humana; segurança cidadã; gerenciamento de segurança local; sistemas de inteligência; desarmamento; segurança e cidadania; incidência de gangues e organizações criminosas; estudos sobre violência juvenil; violência social; violência armada; sistemas prisionais; cibersegurança; marcos legais e institucionais relacionados à segurança; segurança cidadã e gênero.
Estudos sobre direitos humanos; direito e bens públicos; ação política e direitos; comportamento político dos sujeitos individuais e coletivos; justiça e política; reparação de vítimas; direitos específicos de: crianças, mulheres, povos indígenas, população LGTBI +; adolescência; afrodescendentes; pessoas com deficiências; situação socioeconômica; marcos internacionais e regionais de proteção dos direitos humanos.
Violência sexual e de gênero; legislação e institucionalidade com perspectiva de gênero; participação e liderança; desigualdade trabalhista; empoderamento; aborto; população LGTBI +; violência doméstica; feminicídios; heteronormatividade; machismo; patriarcado; novas masculinidades; direitos sexuais e reprodutivos; educação integral em sexualidade; movimento feminista; epistemologia feminista; decolonialidade e interseccionalidade; políticas de igualdade; políticas de cuidado; economia feminista.
Pessoas em situações de refúgio, repatriação; asilo político; deslocamento ou migração forçada; monitoramento da migração internacional; mapeamento de rotas de migração internacional; papel dos organismos internacionais na migração internacional; políticas de migração; migrações internas, transfronteiriças e inter-regionais; mulheres, gênero e migração.
Ciência e tecnologia; desenvolvimento de materiais em novas tecnologias; desenvolvimento baseado na informação e no conhecimento; mídia, cultura e comunicação; sociedade do conhecimento e da informação; inovação e uso de Tecnologias da informação e comunicação (TICs); uso de redes sociais; governo aberto; quarta revolução industrial.
Novas formas metodológicas de pesquisa, estudo e abordagem de situações e problemas em diversas disciplinas; inter e transdisciplinaridade.

Nossas ações
- Desenvolvimento de projetos de pesquisa em ciências sociais, com foco em políticas públicas, democracia, direitos humanos, desigualdades sociais e desenvolvimento sustentável.
- Produção de livros, capítulos de livros e artigos científicos voltados à análise de temas estratégicos para a sociedade brasileira e latino-americana.
- Elaboração de estudos técnicos e diagnósticos para políticas públicas, em parceria com órgãos governamentais e organismos internacionais.
- Participação em redes de pesquisa e cooperação acadêmica internacional na América Latina e em outros países.
- Desenvolvimento de projetos de cooperação técnica com organismos internacionais, ministérios, governos estaduais e municipais.
- Estabelecimento de convênios e acordos de cooperação acadêmica, voltados à pesquisa, ensino e intercâmbio institucional.
- Participação em iniciativas regionais latino-americanas de produção de conhecimento e formação em políticas públicas.
- Oferta de programas de pós-graduação, cursos de especialização e formação sob demanda.
- Realização de atividades docentes, seminários e disciplinas especializadas, voltadas à formação de pesquisadores, gestores públicos e lideranças sociais.
- Orientação e acompanhamento de estudantes e pesquisadores em formação, incluindo produção de dissertações, artigos e trabalhos acadêmicos.
- Promoção de seminários, conferências, debates públicos e eventos acadêmicos, abordando temas de interesse público e social.
- Realização de atividades de extensão voltadas à difusão do conhecimento, com participação de movimentos sociais, gestores públicos e sociedade civil.
- Organização de publicações acadêmicas e relatórios técnicos, com circulação nacional e internacional.
- Participação em congressos, conferências e encontros acadêmicos, apresentando pesquisas e resultados de projetos.
- Atuação no debate público sobre políticas sociais, democracia e desenvolvimento, contribuindo para formulação e avaliação de políticas públicas.
- Produção de materiais audiovisuais e conteúdos de divulgação científica, ampliando o acesso ao conhecimento produzido pela instituição.

Equipe Flacso Brasil
Direção

Rita Gomes do Nascimento (Rita Potyguara)
Coordenadora Acadêmica

Ana Paula da Silva
Coordenador de Administração e Finanças

João Paulo Gurgel
Secretaria Acadêmica

Marcelle Tenorio
Assessoria de Cooperação Internacional

Ivana de Siqueira
Assessoria de Comunicação

Nayá Tawane
Assessoria de Comunicação

Rafael Pereira
