30 anos de estudos comparados sobre as Américas

30 anos ceppacO Centro de Pesquisa e Pós-graduação sobre as Américas (Ceppac) da Universidade de Brasília (UNB) está completando 30 anos. A data foi comemorada na noite de quarta-feira (17) em evento no auditório do Instituto de Ciências Sociais (ICS) da Universidade de Brasília, quando foi anunciado que o centro passa a ser um departamento de Estudos Latino-Americanos (ELA). A diretora da Flacso Brasil, Salete Valesan Camba, participou da mesa de comemoração ao lado da Reitora da UnB, Márcia Abrahão, o chefe do ELA, professor Camilo Negri, e Luis Roberto Cardoso, diretor do ICS.

 “A Flacso completou 60 anos em abril e é uma alegria comemorar junto com vocês, já que temos 30 anos de história em comum”, disse Salete Valesan, lembrando que, após um período de fechamento da Flacso Brasil durante a ditadura militar, na década de 1980 o organismo se restabeleceu no país e em 1988 criou o primeiro programa de doutorado da Flacso, em parceria com a UnB, no Ceppac.

“Foi junto com vocês que conseguimos dar os primeiros passos no cumprimento da missão da própria Flacso aqui no Brasil, que era ter estudos de pós-graduação em Ciências Sociais em América Latina”, afirmou a diretora.

 “A Flacso é um sistema que olha para a UnB, para o Ceppac e agora para o ELA com respeito e uma profunda gratidão e quer continuar reforçando a necessidade de termos compromissos mais orgânicos para que a gente coloque o Brasil olhando para suas fronteiras e não mais olhando só para o mar”, reforçou.

A reitora da UnB, Márcia Abrahão, classificou com “um enorme prazer” ter o ELA “contribuindo para a formação totalmente diferenciada no país e na América Latina, contribuindo para a excelência na ciência, no ensino e na extensão de maneira ampla e com contribuições diversas no país e na América Latina”.

O diretor do ICS, Luis Roberto Cardoso, destacou a importância da possibilidade de fortalecimento dos vínculos com a Flacso como forma de intensificar o intercâmbio com professores e alunos da América Latina como forma de lidar com o “provincianismo” brasileiro em relação à região.

“Os estudantes [do Ceppac] continuam se apaixonando pela América Latina”, afirmou o professor Camilo Negri, chefe do ELA, que fez seus estudos de pós-graduação na instituição. “Essa paixão tem que ser destacada. É uma casa que recebe muito bem as pessoas”, concluiu.