Projeto discute papel da educação para jovens afetados pela violência

IMG-20161117-WA0012_1Violências nas escolas e resiliência educativa foram discutidas no segundo encontro temático do programa O papel da educação para jovens afetados pela violência e outros riscos no Ceará e Rio Grande do Sul, uma parceria entre o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), a Flacso Brasil e as Secretarias Estaduais de Educação (Seduc). O evento aconteceu nos auditórios das Seduc do Rio Grande do Sul e Ceará, na última quarta-feira (16).

Participaram os diretores, coordenadores e professores de 25 escolas de Porto Alegre (RS) e 25 de Fortaleza (CE), totalizando 50 escolas nesta etapa do programa. No Rio Grande do Sul, o encontro teve a presença do Secretário de Educação Luís Antônio Alcoba de Freitas. No Ceará, participaram representantes das Superintendências das Escolas Estaduais (Sefor 1, 2 e 3).

Na ocasião foram apresentados os objetivos, as etapas concluídas e a próxima fase do programa, a realização de um survey com os estudantes do primeiro ano do ensino médio.

A coordenadora do programa, Miriam Abramovay, e Eleonora Figueiredo, pesquisadoras da Flacso Brasil, estiveram em Porto Alegre. Ana Paula da Silva representou a Flacso em Fortaleza. Elas falaram sobre a importância do programa e da participação dos sujeitos sociais da escola (pais/responsáveis, estudantes, professores, direção, coordenação e demais funcionários), assim como articulação com a rede de proteção social, governo e demais instituições na busca, através de diagnósticos e estratégias, de mudanças no cotidiano escolar para a diminuição dos riscos e violências.

O programa O papel da educação para jovens afetados pela violência e outros riscos no Ceará e Rio Grande do Sul terá duração de 24 meses e iniciou as atividades em maio de 2016 em 10IMG-20161117-WA0011_1_1 escolas experimentais (5 em Porto Alegre e 5 em Fortaleza) com um levantamento de dados qualitativos através de grupos focais e entrevistas para os diversos sujeitos das escolas. Nesta nova etapa, foram incluídas mais 40 escolas controle (20 de cada capital) e o levantamento tem o propósito de embasar uma reflexão sobre a realidade da escola e seus problemas para o desenvolvimento de estratégias.

O objetivo é contribuir para que as instituições educativas possam desenvolver programas relevantes em contextos de adversidade e que sejam capazes de colaborar para a superação dos riscos que os jovens enfrentam diariamente nas escolas situadas em áreas de vulnerabilidade social. Para isso, é imprescindível discutir a Escola como lugar criativo destacando seu sentido e resgatando seu compromisso social com a participação dos adolescentes e jovens.