Por unanimidade, os funcionários da USP (Universidade de São Paulo) decidiram na manhã desta segunda-feira (28) continuar em greve, iniciada desde o dia 21 de maio.

De acordo com a assessoria do Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP), a assembleia aconteceu na frente do Hospital Universitário e ainda está deliberando sobre a próxima data de reunião.

Greve unificada

As três universidades estaduais paulistas enfrentam greves de professores e funcionários – na USP, os alunos também aderiram à paralisação. A greve conjunta é uma resposta à reunião do Cruesp (Conselho de Reitores das Universidades Estaduais de São Paulo) que decidiu não dar reajuste salarial a funcionários e professores. O aumento reivindicado é de cerca de 10%.

O Cruesp (Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas) informou que as três instituições não podem dar reajuste porque os orçamentos já estão totalmente comprometidos com folha de pagamento. O conselho também decidiu prorrogar as discussões sobre aumento salarial para o segundo semestre deste ano.

Na USP, já foram feitos dois cortes nos contratos terceirizados, concentrados nas áreas de limpeza e vigilância, de 15% em fevereiro deste ano e 15% em julho. Segundo a assessoria da USP, porém, não há previsão de nova redução dos contratos.