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Por Renato Deccache – renato.deccache@folhadirigida.com.br

Crédito: Zenite Machado

Problemas na Gama Filho (foto) levaram professores a decretar nova greve

Os professores da Universidade Gama Filho (UGF) aprovaram, em assembleia realizada na última terça-feira, dia 6, pela deflagração de greve a partir desta quinta, dia 8. O encontro, que aconteceu no campus Piedade, reuniu 230 pessoas, sendo quase 170 docentes, além de representantes da direção da Associação dos Docentes da Gama Filho (ADGF), do Sindicato dos Professores do Município do Rio de Janeiro e Região (Sinpro-Rio) e uma comissão formada por alunos que ocupam a reitoria desde o dia 15 de julho.

Entretanto, a Galileo Educacional, mantenedora da instituição, informou que na noite da última quarta-feira, dia 7, estava marcada uma reunião entre representantes do grupo e da categoria para tentar chegar a um acordo e, assim, evitar a paralisação. Até o fechamento desta edição, o encontro ainda não havia terminado. A próxima assembleia dos professores está marcada para quarta-feira, dia 14.

A decisão, de acordo com a ata da assembleia, disponível no blog da ADGF, foi tomada em função do não cumprimento do acordo feito pelo grupo Galileo, que não efetuou os pagamentos de salários e férias vencidas para funcionários e docentes, além de romper o diálogo a categoria. Segundo o comunicado, a greve se estenderá até que todas as condições para sua supressão sejam atendidas. Eles cobram o pagamento imediato da integralidade dos salários de junho e julho, 50% do salário de janeiro, 2/3 de férias correspondentes aos anos de 2011 e de 2012; a efetivação de condições de trabalho educacional; manutenção de limpeza e segurança; disponibilização de materiais pedagógicos e equipamentos em todos os laboratórios. Além disso, exigem que a mantenedora informe ao Ministério da Educação (MEC) as condições de mantença.

“A assembleia tinha como pauta a deflagração de greve devido aos atrasos de pagamentos de salários, à precarização absoluta das condições de ensino, e às reiteradas inverdades de informação sobre datas de pagamento, oferecidas aos docentes e ao MEC. Foi considerado que a Galileo Educacional, além de ter rompido com o Termo de Compromisso, também deixou de manter contatos e oferecer explicações para os fatos à ADGF, rompendo assim com a interlocução”, diz um trecho do documento, antes de afirmar que “o único ato que solucionará a questão é a efetuação dos pagamentos de salários e férias vencidas para funcionários e docentes.”

Ainda foi decidido que os professores realizarão um ato público em conjunto com os funcionários, na próxima sexta, dia 9, às 10h, em local ainda não informado. Também será promovida uma semana de estudos de alternativas docentes diante do cenário do ensino superior privado, no campus Piedade, da UGF, entre os dias 12 e 16 deste mês.

Após duas paralisações, em assembleia realizada no dia 15 de julho, os educadores decidiram não parar mais uma vez as atividades para não atrapalhar o semestre dos alunos que estavam em fase de provas e, caso as notas não fossem lançadas, não poderiam fazer a rematrícula para o outro semestre. Com isso, em protesto contra a falta de pagamento e por mais transparência dos gastos por parte da Galileo, um grupo de aproximadamente 70 estudantes de medicina ocuparam o prédio da reitoria, onde permanecem até hoje com o apoio dos professores e de estudantes de Comunicação Social, Administração, História, Geografia, Psicologia, Fisioterapia, Educação Física, entre outros. De acordo com os manifestantes, cerca de 200 universitários se revezam na ocupação do local.

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