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LUIZ MUILLA, Araguari – O número de homicídios em Araguari quase dobrou entre 2000 e 2010, segundo dados do Mapa da Violência 2012, divulgado nesta semana pelo Instituto Sangari. O trabalho foi desenvolvido em todas as cidades do País.

De acordo com o estudo, em 2000 o município registrou 10 casos dessa natureza (taxa de 9,8), enquanto que em 2010 esse número saltou para 18 (taxa de 16,4), proporcionando um aumento de 90%. A diferença de moradores na década se aproximou dos oito mil.

Considerando apenas o período entre 2008 e 2010, com uma população média de 110.068 habitantes, Araguari aparece entre as 100 primeiras colocadas do Estado (81ª), registrando 16 assassinatos a cada ano. No ranking nacional, não figura entre as mil com maiores índices (1.289º lugar).

Cinco municípios do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba superam Araguari na média de homicídios por ano: Uberlândia, 42º lugar (22,6 casos); Patrocínio, 49º lugar (20,3); Ituiutaba, 59º lugar (19,0); Patos, 67º lugar (17,8); e Uberaba, 74º lugar (16,8 casos).

Em 2011, Araguari registrou 14 assassinatos, número abaixo da média dos três anos anteriores. No entanto, até julho deste ano, o município contabiliza 11 casos, devendo chegar aos 16, ou ultrapassar a média, até dezembro.
Apenas no atual mês de julho, foram dois assassinatos, um ocorrido no bairro Santa Terezinha, vitimando Rayan Costa Maria (18 anos) no dia 3, e o outro, uma semana depois, no bairro Goiás parte alta, tendo como vítima Verdison Alves Amaral (29 anos). Nos dois casos a polícia aponta ligação com o tráfico de entorpecentes.

SANGARI

A segurança pública está entre as maiores preocupações da sociedade brasileira nos dias atuais. Disputa com a saúde e a educação a prioridade na atenção de autoridades e imprensa. Não há plataforma de governo que não contemple ações no âmbito da segurança, seja na prevenção ou no enfrentamento da violência. O noticiário, por sua vez, acompanha diariamente tudo o que diz respeito a essa questão. Trata-se de um desafio de todos.

O investimento do Sangari em pesquisas sobre a violência vem ao encontro dessa mobilização social. E o ponto de partida dessa mobilização é a percepção da real dimensão do problema. Segundo o Instituto, é preciso reunir dados, confrontá-los, analisá-los, interpretá-los e apresentá-los à sociedade para que, de posse deles, ela possa agir com mais confiança. Somente com o triste fenômeno da violência devidamente dimensionado, pode-se realmente enfrentá-lo. Esse enfrentamento deverá, então, transcender a indignação e converter-se em ação, a qual, por sua vez, poderá gerar políticas públicas, como, aliás, vem ocorrendo.

A repercussão das edições anteriores do Mapa da Violência é o maior estímulo, de acordo com Sangari, para dar continuidade a esse trabalho. Do Poder Público, que recebe o estudo com interesse e preocupação, e a partir dele realiza debates, audiências, propostas; à sociedade civil organizada, que lança mão das informações para subsidiar seus movimentos; passando pela imprensa, que lhe dá ampla cobertura e divulgação, além de utilizá-lo como mote para editoriais, debates e grandes reportagens; praticamente todas as esferas sociais acolhem o Mapa e redimensionam sua relevância.

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