Curso da Escola de Comunicações e Artes (ECA)vai oferecer 30% das vagas pelo Sisu. 10% serão para alunos de escola pública e 20% para pretos, pardos e indígenas.

Estudantes da USP na Praça do Relógio, na Cidade Universitária em São Paulo (Foto: Cecília Bastos/Jornal da USP/Divulgação)

Estudantes da USP na Praça do Relógio, na Cidade Universitária em São Paulo (Foto: Cecília Bastos/Jornal da USP/Divulgação) 

O curso de Audiovisual da Escola de Comunicações de Artes da Universidade de São Paulo (USP) decidiu reservar 30% de suas vagas em 2018 por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e, pela primeira vez, vai abolir a prova específica e seguir uma política de cotas.

De todas as vagas do curso, 10% serão oferecidas a alunos de escola pública e 20% para auto declarados pretos, pardos ou indígenas via Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A decisão tomada pelo Conselho do Departamento de Cinema, Rádio e Televisão da ECA, responsável pelo curso, ainda precisa passar pelo Conselho de Graduação e pela Congregação da unidade.

A ECA oferece 415 vagas por ano, sendo destas 81 através do Enem nos cursos de Jornalismo, Editoração, Publicidade e Propaganda, Relações Públicas, Educomunicação e Biblioteconomia. Agora com a adesão do curso de Audiovisual, restam as Artes Plásticas, Artes Cênicas e Música – que também contam com prova específica na avaliação.

A possibilidade de usar as notas do Enem para ingressar na USP foi adotada em 2015. A decisão de aderir ou não ao Sisu é feita em cada unidade. No primeiro ano, o total de vagas via Sisu representou 13,5% do total de vagas nos cursos de graduação.

Recentemente, a faculdade de Direito do Largo São Francisco, que já destinava vaga para egressos de escolas públicas no Sisu, passou a reservar cotas raciais. Entre 2016 e 2017, o número de vagas da USP destinadas ao Sisu subiu 57% (veja aqui o quadro completo). No mesmo período, a quantidade de vagas reservadas para a cota racial cresceu 376%.