fbpx
Customize Consent Preferences

We use cookies to help you navigate efficiently and perform certain functions. You will find detailed information about all cookies under each consent category below.

The cookies that are categorized as "Necessary" are stored on your browser as they are essential for enabling the basic functionalities of the site. ... 

Always Active

Necessary cookies are required to enable the basic features of this site, such as providing secure log-in or adjusting your consent preferences. These cookies do not store any personally identifiable data.

No cookies to display.

Functional cookies help perform certain functionalities like sharing the content of the website on social media platforms, collecting feedback, and other third-party features.

No cookies to display.

Analytical cookies are used to understand how visitors interact with the website. These cookies help provide information on metrics such as the number of visitors, bounce rate, traffic source, etc.

No cookies to display.

Performance cookies are used to understand and analyze the key performance indexes of the website which helps in delivering a better user experience for the visitors.

No cookies to display.

Advertisement cookies are used to provide visitors with customized advertisements based on the pages you visited previously and to analyze the effectiveness of the ad campaigns.

No cookies to display.

Sindicato convocou paralisação geral na universidade.
Caminhão e ônibus não permitem que carro de som entre na instituição.

Caminhão-pipa impede passagem de carro de som na USP (Foto: Luiza Tenente/ G1)

Caminhão-pipa impede passagem de carro de som na USP (Foto: Luiza Tenente/ G1)

 

O Sindicato dos Trabalhadores da Universidade de São Paulo (USP), com apoio dos estudantes, convocou nesta quinta-feira (31) uma paralisação geral na universidade. A concentração estava marcada às 10h30, em frente à reitoria. No entanto, um caminhão-pipa e um antigo ônibus circular dificultaram o acesso dos manifestantes ao local e travaram o acesso do carro de som no começo do ato.

Por volta de 11h30, cerca de 20 pessoas arrastaram um carro que fazia o bloqueio da via ao lado do caminhão, passaram com o carro de som e seguiram rumo à reitoria.

Na pauta aprovada pelo sindicato, as reivindicações principais são cotas sociais, iniciativas de permanência estudantil, bolsas de estudo e condições melhores para os trabalhadores e alunos.
“Não é só isso, mas queremos ajuste salarial de acordo com a inflação pelo Dieese, mais 3%”, afirma Magno de Carvalho, presidente do Sintusp. “Vai ser muito ruim se derem algum aumento qualquer para enfraquecer o movimento.”

O Sintusp se mostra contra o desmonte da USP, representado pelo fechamento das creches para filhos de funcionários e estudantes, a terceirização dos bandeijões, a criminalização e repressão, a “destruição da carreira dos docentes” e a proibição de festas nos campus da USP.

De acordo com estudantes, a proposta do reitor, Marco Antônio Zago, é tornar a USP mais parecida com o modelo das universidades dos Estados Unidos e de Bolonha, na Itália – com interferência da iniciativa privada na produção de conhecimento, administração e financiamento.

Greve
Magno de Carvalho diz que o ato desta quinta vai servir como termômetro para saber se uma possível greve terá força e aceitação. De acordo com ele, tentativas de paralisação anteriores tiveram baixa adesão, em alguns casos.

“Já perdemos 1.800 funcionários em todo o estado e sabemos que haverá novos cortes. É um desmonte como nunca vimos, estamos lutando contra isso. Não há outra saída a não ser organizar a maior greve da história dessa universidade”, afirma Magno. Ele explica que quando fala “maior” greve, não se refere à duração (em 2014 houve uma greve de quatro meses), e sim, em número de pessoas.

Marcela Carbone, de 24 anos, representante do coletivo “Para além dos muros” e membro do DCE, diz que “é um cenário de esperança porque estamos vendo uma luta no Brasil”. Ela cita a relação da paralisação da USP com outros movimentos sociais, como a manifestação na fábrica da Mabi e os protestos dos alunos secundaristas contra a reorganização escolar em São Paulo.

“Nosso esforço de hoje é pedir diálogo com a reitoria e entregar nossa pauta de reivindicações. Mas eles nos respondem com bloqueio. Imagino que a greve vai acabar sendo a solução”, diz.