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Média dos egressos de escola pública é pouco maior que dos demais.
Adesão ao Sisu paralisou aumento do número de alunos de menor renda.

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Programas educacionais mudam perfil de estudante da UFMG (Foto: Flávia Cristini/ G1)


Alunos que entraram na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) pelo sistema de cotas não têm dificuldade em acompanhar as aulas. É o que aponta um estudo coordenado pela Pró-reitoria de Graduação (Prograd) e apresentado nesta quinta-feira (30).

“Mais da metade dos estudantes que vieram de escola pública apresentou um rendimento cognitivo acima do apresentado pelos alunos de escola particular. Além disso, a evasão entre eles é menor e a motivação é maior. Não é que eles sejam melhores, mas estão em pé de igualdade”, explicou o pró-reitor de graduação da UFMG Ricardo Takahashi. Segundo ele, a pesquisa contradiz opiniões existentes dentro da própria universidade de que cotistas seriam incapazes de compreender os professores.
Em 2014, dos 3.720 alunos que abandonaram seus cursos, 2.758 vinham do ensino privado. No ano anterior, período em que a UFMG aderiu à Lei de Cotas, a média do Desempenho Acadêmico, cujas notas variam de 0 a 5, chegou a 3,49 entre os cotistas, enquanto que os demais estudantes alcançaram 3,07.

“As pessoas que tem preconceito se esquecem que a gente também passou pelo vestibular. Lógico que quem teve educação em escola privada aprendeu mais pra passar na seleção. Mas isso não significa que nós não tenhamos conhecimento, cultura e capacidade”, alegou a estudante de jornalismo Dafne Braga. Ela entrou na UFMG pelo sistema de cotas por ter vindo do ensino público.

Perfil Socioeconômico
Desde que a UFMG entrou no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) em 2014, o perfil socioeconômico do estudante da instituição mudou. Antes da adesão, observava-se um aumento progressivo no número de alunos egressos do ensino público na universidade. Mas este crescimento foi freado com o acirramento da disputa por vagas, consequência do Sisu, segundo estudo do Prograd.
Se em 2013, primeiro ano da Lei de Cotas, que na época determinava uma reserva de 12,5% das vagas, candidatos que estudaram em escolas estaduais representavam 30,58% do total do público dicente, em 2014, período em que a UFMG aderiu ao Sisu, este número caiu para 25,24%.
“São dois processos contraditórios. O Sisu quadruplicou o número de candidatos por vaga. Aumentou muito a competitividade, favorecendo alunos de escolas privadas, melhor preparados para a seleção”, disse Ricardo Takahashi.

Porém, o pró-reitor acredita que esta situação se equipare em 2016, ano em que 50% das vagas serão ofertadas aos cotistas. “A cota consegue reequilibrar o jogo na mesma direção”, afirmou.

Mobilidade
O Sisu também foi responsável por um fenômeno novo: a mobilidade. Se em 2012, 0,5% dos calouros desistiram da universidade no mesmo ano, em 2014, este número saltou para 13%, sendo que 6% destes alunos regressaram para a UFMG através de outro curso.
“Isto é inédito para as universidades federais. Cabe agora à comunidade acadêmica decidir como lidar com esse fato. Há um desperdício de dinheiro público e uma enorme capacidade ociosa de tempo de formação. Temos duas possibilidades, bloquear a mobilidade, elaborando medidas regulatórias que evitem que o aluno exerça esta possibilidade, ou admitir a mobilidade e buscar soluções para facilitar a vida do aluno e da universidade. Pessoalmente, eu prefiro a segunda opção”, disse o pró-reitor.