São os números que ilustram os fatos, mas o mapa da violência produzido pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso Brasil) vai além, desenha um traçado de impunidade e imprudência. Para cada registro contabilizado, uma história de morte. Com números do estudo referentes ao ano de 2012, o mapa abrange todo o território nacional. Antes do estudo, porém, onde nós, Rondonópolis, estamos? Acredite, não muito abaixo.
Segundo os resultados, os números mais preocupantes são relativos à taxa de mortes por acidentes de trânsito envolvendo jovens. Rondonópolis ocupa a 70ª posição no ranking de municípios com a maior taxa do índice. No geral, contabilizamos naquele ano 108 mortes por acidentes e ocupamos a 106ª posição no ranking brasileiro.
Sobre homicídios, 98 casos registrados em 2012, 296ª posição na tabela. Em relação aos jovens, subimos para a 170ª posição. A título de constatação: em 2013 passamos de 120 casos de homicídio.
De volta à pesquisa nacional, no primeiro dado o direito à vida é perdido quando alguém se perde. No trânsito sem lei rigorosa ou fiscalização, os jovens bebem e “decolam”, acelerando numa pressa constante para simplesmente mostrar que chegam primeiro. Não somente quem dirige, nestas horas estamos todos sujeitos a mira da mesma arma veloz, com duas ou quatro rodas. Em muitos casos, o resultado é a fatalidade, de consequência imensurável.
Na criminalidade o índice de jovens entre 15 e 25 anos só aumenta. Meninos e meninas são diariamente seduzidos ao recrutamento organizado. Na rua e até em casa ou na escola. As drogas e o acesso fácil aos bens de consumo convencem com facilidade. Em curto prazo forma-se mais um apto a integrar as estatísticas.
Os números nos orientam quanto ao alarmante retrato. Todos os anos o Brasil sobe posições neste ranking que precisa ser revertido. É preciso que se ilustre outra figura, ainda que o caminho seja longo. Ferramentas há, basta querer.
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