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Entre 2000 e 2010, o número total de homicídios registrados no Amapá, passou de 155 para 254, o que representou um crescimento de 67.1% no registro desse tipo de crime, o quarto maior aumento da região norte, atrás apenas do Pará (332.0), Amazonas (91.6). e Tocantins (73.7); Em 2010 a taxa de homicídios por 100 mil habitantes chegou a 38,7%, quinta maior taxa do país.

Domiciano Gomes do Amapá 247 – Os dados fazem parte do Mapa da Violência 2012, Realizado pelo Centro Brasileiro de Estudos Latino-Americanos e pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, com apoio da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, da Secretaria Nacional de Juventude e da Secretaria-Geral da Presidência da República. O mapa é baseado no Sistema de Informações de Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, que tem como fonte os atestados de óbito emitidos em todo o País em 2012.

O Mapa 2014 realizado pelo mesmo Centro mostra que o número de homicídios caiu para 208 em 2011, voltando a subir em 2012 para 251. Já a taxa de crescimento de homicídios por 100 mil habitantes no Amapá (2,5%) entre 2001 e 2012 foi a menor do Brasil.

Essas mudanças nos índices indicam, sobretudo, a diferença nos investimentos e nas políticas públicas pelos governantes amapaenses durante os referidos períodos. O estudo mostra que o investimento em segurança pública ajudaram a diminuir a violência nos grandes centros urbanos, como Rio de Janeiro e São Paulo e, portanto, no Amapá também não seria diferente.

Bene Barbosa, especialista em segurança pública e presidente da ONG Movimento Viva Brasil, concorda com a afirmação. “Os criminosos escolhem cidades onde o aparato policial é sempre mais frágil”.

De acordo com servidores dos órgãos da área da segurança pública no Amapá houve um verdadeiro desmonte do serviço entre 2003 e 2010. No último ano o então secretário de segurança pública do Estado, Aldo Ferreira, foi preso durante a Operação Mãos Limpas, realizada pela Polícia Federal, em setembro de 2010 acusado de envolvimento em esquemas de corrupção montados para desviar recursos na própria secretária.

Desvio de Recursos

Recentemente o Procurador da República, Marcelo Mesquita, disse não haver dúvidas e há provas suficientes sobre o envolvimento do ex-governador Waldez Góes (PDT) no esquema montado dentro da Secretaria de Estado da segurança Pública, para desviar recursos. De acordo com o MPF,  Waldez atuou como gestor e intermediador na contratação da empresa Xavier & Veras Ltda, com a finalidade de desviar recursos públicos. O dinheiro da locação de veículos entre a Sejusp e a empresa retornava para financiar  a campanha do ex-governador ao senado.

Doze pessoas, entre elas o ex-governador Waldez Góes (PDT), vão responder em juízo por peculato, associação criminosa e fraudes em licitação. Em valores atualizados, o grupo gerou dano de R$6 milhões aos cofres públicos.

A ação do MPF/AP se refere a fraudes em licitações para locação de veículos; compra de alimentos; e aquisição de materiais de expediente e de informática. Segundo o documento, a maioria dos processos licitatórios da Sejusp eram simulados – não havia efetiva concorrência – e destinada a empresas previamente definidas. As empresas, por sua vez, superfaturavam os preços e pagavam propina aos funcionários públicos envolvidos na licitação, inclusive ao ex-secretário Aldo Alves e ao ex-governador Waldez Góes.

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