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RIO — A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) divulgou que a estudante de Jornalismo, Luara Wandelli Loth, de 20 anos, foi uma das vítimas no confronto da polícia com alunos, professores e técnico-administrativos instituição na terça-feira (25). O conflito teve início depois que a Polícia Federal deteve um universitário com maconha no campus, em Florianópolis. Ela foi ferida por estilhaços de uma bomba e precisou levar quatro pontos na perna direita, além de sofrer outros cortes.

A confusão começou quando estudantes tentaram impedir a detenção do aluno com maconha. Junto com cerca de 200 pessoas, Luara estava no bosque do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH) para protestar contra a ação policial. Quando as negociações começaram a fugir do controle, a PF pediu apoio à Polícia Militar, que usou gás de pimenta, balas de borracha e bombas de gás lacrimogênio. O diretor do CFH, Paulo Pinheiro Machado, foi atingido por spray de pimenta. Os universitários revidaram com pedras e paus, e viraram dois carros, um segurança do campus, e outro da polícia, descaracterizado.

Em entrevista ao site da UFSC, Luara contou que estava saindo de uma aula de inglês quando viu a confusão e tentou ajudar a negociar uma saída coletiva dos alunos. Segundo ela, quando a PM disparou as bombas, a multidão correu e se dispersou. “Agachei para me proteger do gás, junto com outro rapaz. Não tinha nada para me proteger. Me levantei e vi que a maioria das pessoas tinham corrido do local. Vinham tiros de todas as direções, as pessoas estavam sendo espancadas, mesmo já caídas. Depois, a bomba estourou bem ao lado do meu sapato. Na hora senti estilhaços atingirem minha perna e vi sangue saindo pelo furo da calça”, disse Luara.

A estudante de Jornalismo contou ainda que teve que recorrer a uma unidade médica particular, já que não pôde ser atendida no Hospital Universitário da UFSC: “Meu amigo pegou o carro e me levou para o Hospital Universitário, mas lá não fui atendida, pois, segundo a recepcionista, eles não podem atender feridos sem a presença do cirurgião, nem olharam meu ferimento. Fui então para a Unimed Trindade, onde fui atendida. Levei quatro pontos na perna direita. Na mesma noite, fui à delegacia fazer o boletim de ocorrência. Encontrei cerca de 18 pessoas fazendo o BO. A única com estilhaço de bomba era eu. A maioria era por hematoma, por ter levado um tiro de borracha muito perto”.