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Artigos de opinião produzidos por estudantes de 16 a 18 anos, em três edições da Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro – O lugar onde vivo, mostram as realidades que preocupam os jovens de pequenas e médias cidades a grandes municípios e metrópoles, das cinco regiões do país.

O estudo, denominado O que (nos) dizem os jovens sobre o lugar onde vivem, foi realizado em 2013, pelo Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec), entidade que coordena a olimpíada. O trabalho teve a orientação da pesquisadora Maria Tereza Cardia.

A análise se concentrou sobre 600 artigos de opinião, selecionados de forma aleatória, entre 12,8 mil textos produzidos por alunos da segunda e terceira série do ensino médio para as edições 2008, 2010 e 2012 da Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro.

De acordo com Maria Tereza Cardia, os artigos analisados na amostra atenderam os critérios de representação das cinco regiões do país e a quantidade equivalente ao porte dos municípios, conforme classificação do IBGE. Municípios com até 20 mil habitantes tiveram 46,9% na amostra; acima de 20 mil até 50 mil habitantes, 20,7%; acima de 50 mil e até 100 mil habitantes, 11%; municípios grandes e regiões metropolitanas, 21,4%.

Definidos o tamanho e a abrangência da amostra, o trabalho envolveu dez profissionais, sendo um estatístico. A equipe, coordenada pelo Cenpec, leu os 600 textos e os classificou em 12 categorias: criminalidade e segurança, degradação ambiental, direitos civis, economia, emprego e desigualdade, escola, gestão pública, infraestrutura e serviços públicos, investimento público e privado, jovens, políticos e eleições, questão urbana, turismo e patrimônio cultural.

Porte da cidade – Quando o estudo aborda os temas de maior interesse dos jovens segundo o tamanho da cidade em que eles residem, as preocupações diferem. Nas metrópoles e grandes cidades, predomina a categoria economia, emprego e desigualdade, tema que aparece em 15,8% dos textos, seguido por infraestrutura e serviços públicos (11,1%) e por gestão pública (10,7%).

Nas cidades de porte médio, de 50 mil a 100 mil habitantes, os estudantes estão mais preocupados com eles mesmos. A categoria jovens está em 16,1% dos textos, seguida de infraestrutura e serviços públicos (11,9%), e economia, emprego e desigualdade (11,7%).

Nas cidades com 20 mil a 50 mil habitantes, os alunos centraram suas opiniões na categoria economia, emprego e desigualdade, com 15,5% dos artigos; em segundo lugar está infraestrutura e serviços públicos (11,9%) e a seguir investimento público e privado (9,3%).

Os estudantes que moram nas menores cidades do país, com até 20 mil habitantes, estão muito preocupados consigo mesmos – 20,5% deles escreveram na categoria jovens; 16,7% sobre economia, emprego e desigualdade; e 10,8% sobre investimento público e privado.

Por região – O quadro estatístico elaborado pelo Cenpec sobre a produção de textos dos jovens, considerando as cinco regiões do país, mostra que a categoria economia, emprego e desigualdade é a única que está presente em todas: no Centro-Oeste, o tema está em 26,5% dos textos, no Sul ( 21,4%), no Sudeste (14%), no Norte (12,6%) e no Nordeste (10,8).

A categoria Jovens foi assunto frequente no Sudeste, com 20,4%, e no Nordeste (19,2%). O estudo também revela que as categorias criminalidade e segurança, direitos civis e escola não foram priorizados em nenhuma região do país.

De acordo com Maria Tereza Cardia, o estudo O que (nos) dizem os jovens sobre o lugar onde vivem, relativo à análise de textos de opinião das edições de 2008, 2010 e 2012 da Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro, está concluído, mas a íntegra ainda não foi publicada. O trabalho foi o tema principal do seminário nacional Olimpíada em Rede, realizado em outubro de 2013, em São Paulo, e será apresentado ao Ministério da Educação.

Concluída essa parte da análise, o Cenpec deve fazer uma nova amostra de textos de opinião produzidos por estudantes nas edições de 2002, 2004 e 2006 do programa Escrevendo o Futuro, iniciativa da Fundação Itaú Social que, em 2008, deu origem à olimpíada como política pública assumida pelo MEC. No programa Escrevendo o Futuro, alunos mais jovens, do quinto e do sexto ano do ensino fundamental, estavam na categoria texto de opinião. Na olimpíada, essa categoria passou aos adolescentes da segunda e terceira séries do ensino médio.

Olimpíada 2014 – A edição 2014 da Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro abre as inscrições em 24 de fevereiro, que se estendem até 30 de abril. O tema – O lugar onde vivo – é comum a todos os estudantes da educação básica pública do quinto ao nono ano do ensino fundamental e de todas as séries do ensino médio. Iniciativa do Ministério da Educação, a olimpíada é realizada em parceria com a Fundação Itaú Social e com o Cenpec, que coordena todas as fases.

Ionice Lorenzoni