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A presidente do Sindicato dos Servidores do Detran-MT (Sinetran-MT), Veneranda Acosta aproveitou a audiência pública realizada na Assembleia Legislativa para discutir os problemas do trânsito em Cuiabá e Várzea Grande e, mais uma vez, denunciou a falta de infraestrutura que os servidores enfrentam em todo o Estado, o déficit de funcionários que são apenas 760 para atender todo o Estado e ainda a falta de investimento em ações para melhorias, educação e punição aos motoristas infratores. Também criticou a atuação dos deputados estaduais, que segundo ela, criam projetos de leis para o trânsito sem conhecer a realidade local e o funcionamento do Sistema Nacional de Trânsito e se mostrou indignada com as altas taxas de arrecadações que não são aplicadas em projetos de educação no trânsito.

Veneranda alertou os participantes da audiência que no Estado faltam políticas públicas voltadas para o trânsito e que o Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT) é visto apenas como agente arrecadador de recursos e não como uma entidade de trânsito formuladora de diretrizes para a segurança no trânsito. Lembrou que Mato Grosso está em 3º lugar no ranking no mapa da violência no trânsito divulgado em maio, perdendo apenas para Rondônia e Tocantins.

Para ela, o principal responsável por implementar ações para reverter a situação está inerte e não faz sua parte. “Não existe acidente de trânsito, mas a falta do agir do poder público perante o trânsito. Aqui em Mato Grosso isso é claro, o Detran sempre foi visto como mero arrecadador, uma mina de ouro e não investe em educação, nem engenharia e nem em fiscalização os tripés da segurança no trânsito”, denuncia.

A sindicalista apontou que o Detran não tem estrutura para atender a demanda a começar por seu quadro de servidores que há 12 anos atrás eram 700 servidores para atender o Estado inteiro, ou sejam, na sede em Cuiabá e nas unidades de Circunscrições Regionais de Transito (Ciretrans). Ressalta que nesse período houve um crescimento da frota e de condutores em 200%, ao passo que a autarquia só acrescentou 60 novos servidores ao quadro de funcionários, passando para 760. Veneranda afirma que para dar conta da demanda seriam necessário pelo menos 2.1 mil.

Não temos no Detran um coordenador especialista da área para criar projetos de educação para trânsito. Nem uma escola pública de trânsito, para formar condutores mais conscientizados, apesar do Código de Trânsito Brasileiro exigir isso há mais de 15 anos. Aqui também não tem fiscalização já que as atribuições foram delegadas para a Policia Militar que disponibiliza 70 homens para fiscalizar o Estado inteiro por meio de um termo de cooperação técnica. Trabalho que deveria ser feito pelo agente estadual de trânsito que infelizmente não tem em Mato Grosso”, afirmou a presidente do Sinetran.

“Aqui não se investe em fiscalização humana nem eletrônica e nem temos estatísticas confiáveis e não é por falta de recursos já que as taxas cobradas no Estado são uma das mais caras do Brasil”, comentou ela ao mandar um recado aos deputados estaduais. “Antes de criarem qualquer projeto, convido a todos que primeiro conversem com os servidores para se inteirar da realidade local”. De acordo com a assessoria do Sinetram, o deputado Ezequiel Fonseca (PP) que presidiu a audiência admitiu que a Assembléia Legislativa errou em aprovar o aumento nas taxas do Detran e que o órgão hoje não é “dono” do dinheiro que arrecada, não investindo em educação para prevenção, quanto mais em fiscalização. Ressaltou que os assuntos discutidos na audiência serão levados ao governador Silval Barbosa para tomar uma posição. (Ascom)