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A PARTIR DE DADOS QUE CLASSIFICAM A CIDADE COMO LÍDER ESTADUAL EM HOMICÍDIOS FEMININOS, OS MEMBROS DA IGREJA SAÍRAM ÀS RUAS PARA DISCUTIR O PROBLEMA E PROPOR SOLUÇÕES

 

O Mapa da Violência no Brasil, pesquisa realizada pelo Centro Brasileiro de Estudos Latino-Americano, mostrou que Lages é o município catarinense com maior número de homicídios de mulheres. Isso colocou a cidade pela segunda vez consecutiva na 17ª posição no ranking nacional de homicídios femininos.

Tal informação foi o estopim para as ações da campanha Quebrando o Silêncio, que aconteceram na cidade neste sábado, 08 de Setembro. O evento coordenado pelo Ministério da Mulher da Igreja Adventista Central de Lages reuniu os dois distritos pastorais do município no Parque Jonas Ramos – o Tanque, munidos de camisetas personalizadas, impressos e muita orientação para compartilhar com as famílias que tradicionalmente frequentam o local.

Uma parceria com a prefeitura e a Uniplac (Universidade do Planalto Catarinense) foi firmada, garantindo ao evento apresentações de malabaristas e a presença dos humoristas da mídia televisiva local “Grilo Seco e Testa de Lampião”, que contagiaram as crianças e adultos com apresentações sadias e bem humoradas.

O chamado à comunidade aconteceu durante o desfile de 7 de setembro, ocasião em que os Aventureiros e Desbravadores distribuíram impressos que convidavam a comunidade a participar. Na ocasião o Pastor Marcelo Coelho, do distrito de Lages, foi entrevistado por uma rádio local, onde teve a oportunidade de expor em detalhes a campanha e seus objetivos.

Betina Pinto, coordenadora do Ministério da Mulher da Igreja Adventista Central de Lages, avaliou positivamente as ações: “Com informação e uma mão amiga estendida a gente consegue quebrar o ciclo da violência e quebrar o silêncio. As pessoas precisam das informações, do suporte e do amparo necessário. Por isso estamos aqui, mostrando que a igreja está de portas abertas para amparar, orientar e acolher as famílias vítimas de violência”, destacou.

As famílias abordadas no parque mostraram-se receptivas e interessadas. “É uma oportunidade que a Igreja tem de promover a cultura da paz, discutindo e propondo soluções reais para problemas reais. Uma revista e um panfleto não conseguirão mudar a vida de uma pessoa, mas pode ser o início dessa mudança”, destacou o pastor distrital Marcelo Coelho que enfatizou a necessidade de a Igreja estar atenta permanentemente quando o assunto envolve a violência, classificada por ele como “um terrível mal social”.

Embora o dia 08 de setembro tenha sido o ponto alto do projeto, o Quebrando o Silêncio na região não para no restante do ano. “A gente entende que quanto mais se fala sobre o assunto, melhor. Se as pessoas não tiverem conhecimento de que existe uma lei que as ampara, elas não podem fazer nada”, ressalta Betina.

Para o próximo ano a meta da Igreja Adventista na serra catarinense é ampliar o Quebrando o Silêncio, divulgando o projeto nos veículos de comunicação da cidade, estabelecendo parcerias com outras instituições, aproximando cada vez mais da comunidade, para assim acabar ou diminuir consideravelmente os índices de violência doméstica na região.