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Mais um dado assombroso em relação à violência no Brasil. Em 30 anos, a taxa de homicídio de jovens cresceu 346% em todo o País. Durante esse período, nada menos do que 55 crianças e adolescentes morreram diariamente no Brasil. 

Isso faz com que o País fique entre os primeiros lugares do ranking dos mais violentos para crianças e jovens no mundo: somos a quarta nação onde mais se mata e o 12º onde mais se morre por acidentes de trânsito envolvendo vítimas dessa faixa etária. 

Em comparação, no Brasil se mata 130 vezes mais crianças e adolescentes do que no Egito, um país em constante instabilidade social e política. Os dados são do Mapa da Violência 2012 – Crianças e Adolescentes do Brasil, um diagnóstico feito pelo Centro Brasileiro de Estudos Latino-Americanos e pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso-Brasil).

A pesquisa concluiu que, se por um lado, os avanços empreendidos na Saúde Pública nas últimas três décadas fizeram diminuir os riscos de crianças e adolescentes morrerem de doenças e causas naturais, por outro, a violência passou a colher de forma mais acentuada os jovens. Esmiuçando os dados, vê-se a escalada cruel da violência.

Em 1980, morreram assassinadas 3,1 crianças e adolescentes em cada 100.000. Em 2010, esse número alcançou 13,8 casos por 100.000 – um aumento de mais de 400%. Também foram registrados aumentos no total de suicídios (38%) e de acidentes de trânsito (7%).

Entre os jovens, por exemplo, explodiu os casos de acidentes envolvendo motocicletas – essa faixa etária costuma comprar mais esses veículos e ser mais imprudente à direção – responsáveis por quase 40% das mortes no trânsito. O tráfico de drogas também é outro grande ralo de vidas juvenis, principalmente porque os criminosos recrutam essa mão de obra barata e farta para perpetuar a cadeia viciosa dos entorpecentes. É preciso proteger a juventude brasileira de tanta infelicidade.

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