| Escrito por Folha de SP; El Mercurio; El País; Ayrton fausto,
em 23/01/2010 04:30
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Publicado em : Notícias, Notícias FLACSO-Brasil |
A segunda morte do generalMiguel Ángel Bastenier em El País A vitória nas eleições chilenas do liberal Sebastián Piñera contra o candidato da Concertação, o democrata-cristão Eduardo Frei, se presta a uma aritmética tão enganosa quanto convencional: cresce a direita e retrocede a esquerda na América Latina. Mas a alternância chilena tem provavelmente muito mais a ver com outro tipo de renovação da paisagem política.
Como escreve o professor Manuel Alcántara: "Aplicar o termo 'ciclo político' à América Latina reproduz a confusão habitual que se gera quando se vê a região como um todo homogêneo". Direita e esquerda existem, mas dentro de ambas as diferenças são tais, que colocar no mesmo capítulo Venezuela e Brasil porque ambos tenham governos nominalmente de esquerda é mais do que equivocado. Muito mais racional seria falar de nações com instituições democráticas consolidadas ou não consolidadas. O Chile, embora funcione como uma democracia plenamente consolidada, tinha até o domingo uma nota de rodapé limitadora: apesar de o general golpista Augusto Pinochet estar morto física e politicamente há algum tempo, não se podia dizer o mesmo do pinochetismo eleitoral. Este pode ser, em troca, o grande "presunto" das presidenciais de domingo. O triunfo de Piñera, que havia votado "não" no referendo de 1989 contra o sombrio militar, envolve uma mudança tão simbólica quanto necessária, mas não na passagem clássica de esquerda para direita ou vice-versa, porque o que une Piñera a Frei é muito mais do que os separa. É aí que reside a continuidade básica. A novidade deve ser buscada na personalidade do próprio candidato: homem de negócios de sucesso, nº 701 na lista dos mais ricos do mundo da "Forbes", proprietário do clube de futebol Colo-Colo, um verdadeiro Berlusconi, mas de bem com a justiça e dotado de qualidades que seduziram a maioria dos chilenos, os quais, ainda que agradecendo à Concertação os serviços prestados nos últimos 20 anos, talvez estivessem cansados de um governo que precisava estar permanentemente calibrando cotas de poder entre a esquerda-esquerda; a não-tão-esquerda; e o centro, principais forças que integravam a coalizão.
A derrota de Pinochet na consulta de 1989 frustrou seus planos de suceder a si próprio, mas não o liquidou politicamente de vez. Sua sombra ampliada continuou se projetando sobre o país, limitando, ameaçando, atemorizando. É verdade que essa ameaça foi se esvaindo como a própria vida, e o Chile chegou à democracia sem adjetivos muito antes que o general morresse, mas o pinochetismo antropológico não poderia desaparecer tão facilmente; o juiz Baltasar Garzón o quis arrematar em 1998, julgando-o na Espanha, quando o ex-ditador estava fazendo compras em Londres, mas as autoridades judiciais britânicas inventaram circunstâncias extenuantes para que ele escapasse à justiça. E só por isso essa aparente "piñerização" democrática de grande parte da direita chilena vem a constituir a segunda e definitiva morte do ditador. No Chile, perfilam-se assim hoje duas novas forças políticas: a do socialista dissidente Marco Enríquez Ominami, conhecido como "Me-O", que obteve 20% dos votos no primeiro turno; e o "piñerismo" pós-pinochetista. Ominami disse que vai formar um novo partido. Para dar o golpe de graça na Concertação, ou negociar com ela de poder para poder? Cabe reinventar a coalizão planejada por Ricardo Lagos e José Miguel Insulza com os dois Frei, pai e filho, ou o futuro pertence a um bipartidarismo de social-democracia reconstruída e direita moderna? O historiador Alfredo Jocelyn-Holt afirma que o Chile, além de colocar a interrogação de a que terceira via pertencia o general, provavelmente se refletia na formação das duas grandes coalizões, que eram necessárias para dotar da maior base possível de acordo a adoção de uma democracia plena. Mas a vitória de Piñera, eleito sem ranços do passado, parece deixar a todos em liberdade para buscar de novo seu lugar. É o que Hernando Soto chama de "a gaseificação do voto", uma dispersão que desenha um panorama muito mais complexo de "Me-oistas" e socialistas da Concertação, unidos ou desunidos, por um lado; piñeristas liberados de Pinochet, por outro; a democracia-cristã como direita da esquerda e esquerda da direita buscando a vida; e outros partidos menores nos dois extremos do espectro eleitoral. Todos podem defender sua sorte separadamente. E essa estupenda confusão foi armada por um presidente-eleito chamado Sebastián Piñera. Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves ------------------------------------------------------------------------------------------- País só ensina que rachar é perder CLÓVIS ROSSI em Folha de SP
Se há alguma lição que os partidos políticos brasileiros podem extrair do pleito chileno de domingo é algo tão óbvio que vale para qualquer situação eleitoral: dividir um dado campo político é abrir a porta para a derrota. Em números: no primeiro turno no Chile, a "Concertación", a coligação governante, liderada por socialistas e democrata-cristãos, apresentou três candidatos. Seus votos somados correspondem a uma tranquila maioria de praticamente 56%: 29,6% para Eduardo Frei, 20,1% para Marco Enríquez-Ominami mais 6,2% para Jorge Arrate. Se houvesse candidato único, teria em tese liquidado o pleito no primeiro turno.
Ajuda para quem não acompanha o Chile: Frei (democrata-cristão) foi o candidato oficial da "Concertación"; Ominami (socialista dissidente) lançou-se como independente em protesto contra a maneira como Frei foi escolhido; Arrate, também dissidente, saiu pelo Partido Comunista. Se se quiser voltar no tempo, mas permanecer no Chile, para reforçar a obviedade de que a divisão leva à derrota, tome-se a eleição anterior (2005), quando quem se dividiu foi a direita.
Naquela ocasião, em vez do mesmo Sebastián Piñera agora eleito candidato único, a direita mais extremada apresentou o nome de Joaquín Lavín. Somados, Lavín e Piñera tiveram 48,6% dos votos, mais que Michelle Bachelet ("Concertación"), que ficou com 45,9%.
O resultado chileno deveria preocupar PT e PSDB não pelo que os tucanos estão festejando, ou seja, o fato de que uma presidente tão popular como Bachelet não tenha conseguido transferir seu prestígio para Frei.
Seria, conforme o desejo do PSDB, um sinal divino de que Lula tampouco conseguirá dar a Dilma Rousseff os votos necessários para ganhar. Pode acontecer, mas as diferenças entre Brasil e Chile são tão formidáveis, em todos os aspectos (institucionais, políticos, partidários, econômicos, sociais, educacionais etc.), que qualquer comparação se torna impraticável e até leviana.
O que vale, para PT e PSDB, é o óbvio: para tucanos, se Aécio Neves não se comprometer a fundo na campanha de José Serra, a divisão se tornará letal. Da mesma forma, se a coalizão hoje amplíssima que dá apoio a Lula rachar muito, a tarefa de Dilma pode ficar impossível.
Quando digo rachar muito quero dizer ir além da defecção já dada de Marina Silva. A candidatura Ciro Gomes, se se der, tira votos de Dilma.
Mesmo que as famílias políticas tucana e petista permaneçam unidas, não dá ainda para gritar "unidos, venceremos".
Mas quem rachar mais perde mais. Uma obviedade que o pleito chileno reforçou enormemente. ----------------------------------------------------------------------------------- DISCURSO IMAGINARIO DE EDUARDO FREI, CANDIDATO DERROTADO EN LA SEGUNDA VUELTA DE LA ELECCIÓN PRESIDENCIAL CHILENA DE 2010 (Escrito por un ex militante del MAPU Obrero y Campesino a las 15.30 de la tarde del 17 de enero de 2010, cuando los primeros cómputos ya indicaban la derrota electoral de la Concertación. Nos ha parecido interesante constatar que tres horas después parte de las palabras de Eduardo Frei y especialmente las de Ricardo Lagos fueron similares en los énfasis y en el contenido) Compatriotas, chilenas y chilenos: Me dirijo a todos ustedes, pero especialmente a quienes nos dieron su apoyo en la jornada cívica de hoy. Nuevamente los ciudadanos han dado muestras de responsabilidad cívica y han concurrido a las urnas en forma pacífica. Hemos sido derrotados en las urnas, no en nuestro ánimo ni en nuestras esperanzas.
La voluntad popular ha dado su veredicto y le ha entregado la conducción del país al candidato Sebastián Piñera. A partir de marzo y por cuatro años el Presidente electo tendrá la responsabilidad de conducir a Chile por la senda democrática que nosotros hemos construido. Gracias a nuestro esfuerzo de 20 años, de quienes siempre confiamos en la democracia, en la participación social y en la igualdad, nuestro país podrá celebrar el Bicentenario en libertad y en democracia. Podemos mantener la frente muy en alto. Podemos estar orgullosos por lo que conseguimos: Un país que gracias a nuestro esfuerzo de dos décadas alejó las sombras del autoritarismo. Un país en que se respetan los derechos humanos. Un país que se ha encaminado definitivamente al desarrollo. Un país que es respetado en el concierto internacional y que mira con optimismo el futuro. Los partidos que conforman la Concertación y todos quienes han apoyado y seguirán apoyando nuestras visiones y propuestas constituiremos ahora la Oposición. Una oposición que queremos constructiva pero sin abandonar jamás nuestros principios, nuestros ideales y nuestros valores. Seguiremos trabajando por Chile desde un Parlamento, ahora sin exclusiones. Y lo seguiremos haciendo desde todos los lugares en que podamos seguir enarbolando nuestros ideales de más democracia, mayor participación social y de más igualdad. Doy gracias a Dios por la jornada de hoy. Y todos como chilenos debemos agradecer por el país que hemos logrado construir a partir del triunfo del No. Hago un llamado a mantener en alto el espíritu. A no sentir esta estrecha derrota en las urnas como una derrota de nadie en particular. A todos los que votaron por mí y lo hicieron pensando en Chile les digo que tengan fe en los años que vienen. Tengan fe porque en la coalición de centro izquierda ya han emergido nuevos dirigentes y líderes que tomarán las banderas de la Concertación. En ellos recae ahora la responsabilidad de encarnar nuestros ideales y de abrir nuevas esperanzas para los sectores populares de Chile, para los trabajadores y la clase media de nuestro país. Les pido a todos ustedes que mantengan la calma. Vuelvan en paz a sus casas, mantengan la frente en alto, piensen en el Chile de mañana y mantengan la esperanza de que nuestro país será mejor. Gracias a todas y a todos. ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------ Após vencer, Piñera enfrenta agitação social no Chile Presidente eleito compara vitória sobre governista com cenário eleitoral no Brasil e diz que popularidade não é garantia de votos
THIAGO GUIMARÃES em Folha de SP Após encerrar um ciclo de 20 anos de poder da Concertação, a aliança de centro-esquerda que governa o Chile desde o fim da ditadura militar, o presidente eleito Sebastián Piñera terá como principal desafio corresponder às expectativas geradas por suas ousadas promessas de campanha, diante de um cenário de agitação crescente no mundo do trabalho.
Entre as propostas do empresário de centro-direita, que assume em março, está a criação de um milhão de empregos em quatro anos (a taxa de desemprego está em 9%) e uma queda significativa nos crimes.
"Há uma expectativa muito grande, e Piñera vai enfrentar dificuldades sociais se não mostrar resultados rapidamente", disse à Folha o analista político Raúl Sohr. Segundo ele, há inquietação entre trabalhadores subcontratados -prática que avançou no país e atinge 30% das empresas, de acordo com o governo. Mobilizações recentes de operários de setores-chave da economia local -como a mineração (43% de terceirizados) e a pesca (22%)- mostram potenciais fontes de conflito. Já o sindicalismo chileno é fraco -só 11% dos trabalhadores são sindicalizados- e não deve ser problema. "Os sindicatos não têm capacidade de promover grandes greves, e Piñera deve se entender com as centrais", diz o analista Carlos Huneeus. No plano político, diz o sociólogo Eugenio Tironi, o desafio de Piñera é controlar os setores mais duros de sua coalizão e fazer jus às suas propostas de direita mais liberal -como fortalecer a proteção social. Como não terá maioria no Congresso -a Concertação tem vantagem estreita no Senado e nenhum dos blocos controlará a Câmara-, Piñera deverá manter a política de acordos vigente há 20 anos nas Casas. "Ao chamar por unidade nacional anteontem, acenava sobretudo à DC [Democracia Cristã, braço centrista da Concertação]", afirma Sohr.
Piñera e Brasil Vitorioso contra o ex-presidente Eduardo Frei, candidato do governo Michelle Bachelet -que beira 80% de aprovação-, Piñera comentou o cenário eleitoral brasileiro ontem e disse que popularidade não é garantia de voto. Questionado, em entrevista à imprensa internacional, se sua vitória poderia ser exemplo à oposição no Brasil, que enfrenta neste ano o candidato de um governo popular, Piñera disse ter discutido o assunto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em novembro. "Quero deixar muito claro que uma coisa é a popularidade e a outra são as necessidades de mudança que pode ter um país", disse. Piñera afirmou conhecer o "projeto de mudança" de dois dos pré-candidatos da oposição brasileira, mas citou apenas o nome do governador José Serra (PSDB-SP). Piñera se afastou do eixo formado pelos governos esquerdistas de Cuba, Bolívia, Nicarágua e Venezuela. Disse se identificar com as gestões de México, Brasil, Colômbia e Peru, que citou como exemplos de "liberdade de imprensa, alternância de poder e economia social de mercado". O presidente eleito disse que se classifica como de centro-direita apenas quando instado a fazê-lo, porque são categorias da Guerra Fria. Ele citou Lula como exemplo de governante que ofusca divisões ideológicas desse tipo. No plano interno, reafirmou sua intenção de derrogar a lei que destina 10% das receitas do cobre para as Forças Armadas -que demandará reforma constitucional- e negou que pretenda promover anistia a militares investigados por crimes da ditadura. --------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Militantes invadem sede de sigla derrotada Thiago Guimarães - Folha de SP Enquanto Piñera viveu um dia de cumprimentos ontem -inclusive da presidente Michelle Bachelet, que o visitou em casa-, a Concertação passava faturas internas. O processo começou na noite de domingo, quando um grupo de jovens militantes invadiu a sede da Democracia Cristã (DC), sigla do derrotado Eduardo Frei. Os militantes se trancaram no interior do prédio e cobravam um mea-culpa público do presidente do partido centrista, o deputado Juan Carlos Latorre, a quem culpam -entre outros chefes da coalizão- pela divisão da esquerda em três candidaturas no primeiro turno.
"Como está, a Concertação não pode continuar", disse à Folha Hector Garate, 33, presidente da juventude DC. Diante da derrota, a aliança terá de decidir entre se manter como a combinação de democracia cristã e social-democracia, incorporando setores excluídos, ou se dividir entre esquerda e centro.
Para o sociólogo Eugenio Tironi, militante da aliança, a coalizão manterá a receita básica DC-Partido Socialista, mas terá que se abrir à sociedade civil -tese que ecoou por toda a cúpula da aliança.
"O problema da Concertação é sua extrema dependência do Estado." "Os dirigentes da Concertação são, basicamente, funcionários públicos, e agora a aliança vai ter que incorporar outros profissionais", concorda o analista Carlos Huneeus. Para o analista Raúl Sohr, ao defender um governo de "unidade nacional", Piñera quebra a base da unidade da Concertação: o inimigo comum representado pela direita pinochetista.
"A falta de inimigo comum é um fato desagregador. E essa rebeldia dos jovens aporta a essa divisão: acreditam que parte da Concertação não foi fiel a seu ideal progressista." ------------------------------------------------------------------------------- Primer discurso de Piñera - en El Mercurio Ante más de cuatro mil personas apostadas en las afueras del Hotel Crown Plaza, Sebastián Piñera comenzó a celebrar el histórico triunfo que obtuvo hoy ante Eduardo Frei con un emotivo discurso en el que destacó que su principal objetivo será conducir a Chile por el camino que lo lleve al desarrollo. Sus primeras palabras fueron de agradecimiento para quienes confiaron en él, a los que prometió la llegada de tiempos mejores e invitó a ejercer su "legítimo derecho a celebrar", pero con tranquilidad, paz y respeto por quienes no optaron por la candidatura ganadora. Asimismo, celebró que con su victoria "la democracia, que en forma tan ejemplar reconquistamos a fines de los 80, ha dado un gran y nuevo paso de fortaleza y madurez, y después de veinte años de gobierno de la Concertación, ha optado por la alternancia y nos ha entregado la maravillosa responsabilidad y desafío de conducir los destinos de la patria". Convocando a la "generación del Bicentenario", el Presidente electo afirmó que "no tenemos un minuto que perder" para comenzar a trabajar para que el país recupere su capacidad de crecimiento y así mejorar la calidad de vida de los chilenos, especialmente de los más desposeídos, de las dueñas de casa, los adultos mayores, los niños, los jóvenes y los que viven con alguna discapacidad. Para ello, indicó que es necesario "un estado fuerte y eficiente, con mucho músculo y poca grasa, que ayude a los más necesitados y simultáneamente promueva la innovación y el emprendimiento de los ciudadanos". Como principales objetivos de su mandato, insistió en que sus equipos trabajarán "sin descanso" para 2recuperar nuestra debilitada capacidad de crecimiento y creación de empleos, para empezar a ganarle la batalla a la delincuencia y al narcotráfico y para mejorar de verdad, y no solamente en las promesas y discursos, la calidad de la salud de nuestras familias y la educación de nuestros hijos". Piñera también recordó sus innumerables viajes por Chile y se comprometió a encabezar un Gobierno inspirado en "esos hombres y mujeres que no sólo sueñan, sino también luchan, todos los días, con una fe inquebrantable, sin doblegarse jamás, con un coraje y temple emocionante, por sus familias, por sus hijos, por una vida más plena y feliz, por un futuro mejor". Gobierno de unidad nacional Como ya había anunciado a lo largo de la campaña electoral, el sucesor de la Presidenta Michelle Bachelet asumió el compromiso de llevar adelante una administración basada en la unidad nacional que "construirá puentes de encuentro y derribará los muros de división". Con ese objetivo sostuvo que hará un gobierno con "los mejores, los más preparados, los más honestos y los con mayor vocación de servicio público", que recuperen la cultura de hacer las cosas bien, en forma honesta y con sentido de urgencia. "Ni el Presidente, ni los ministros ni ninguno de nuestros colaboradores perderán un minuto de tiempo", afirmó, sabiendo que hay chilenos sin trabajo, atemorizados por la delincuencia, atrapados por la droga, en lista de espera por atención de salud o que no tienen una vivienda digna para sus familias. Además, aprovechó de resaltar que fortalecerá y ampliará la red de protección social llevada adelante por el gobierno Bachelet, pero que además trabajará con esmero para que los chilenos salgan de la pobreza “por sus propios méritos y esfuerzo”. Piñera también repitió el agradecimiento que minutos antes había hecho a su contendor Eduardo Frei, de quien destacó su profundo amor por Chile y con quien se comprometió a a revivir la "democracia de los acuerdos". Como fue la tónica de sus discursos de campaña, Piñera hizo su alocución flanqueado por su mujer, Cecilia Morel, y sus cuatro hijos, a quienes agradeció por el respaldo que le entregaron, luego de recordar a sus padres, quienes "me inculcaron el amor y vocación por el servicio público". Al igual que en su discurso de proclamación en el Movistar Arena en septiembre pasado, Piñera también dio las gracias a Dios, esta vez por su triunfo, al tiempo que le pidió con "la sabiduría, la nobleza, la fuerza y la prudencia para ser un buen Presidente". ---------------------------------------------------------------------------- Primeiras reações: Partido Socialista Escalona insta a los miembros de la Concertación a mantenerse unidos como opositores a Piñera El líder del PS dijo que sólo de esa manera los "demócratas chilenos" podrán "ser exitosos en la tarea de proteger los avances sociales de estos años". Emol Domingo 17 de Enero de 2010 | 23:13 El presidente del PS reconoció la derrota en el comando de Frei. Héctor Yáñez, El Mercurio. SANTIAGO.- Una vez reconocida la derrota presidencial de la Concertación, el líder del Partido Socialista (PS), Camilo Escalona, aseguró que su partido "hará todo lo que esté a su alcance" para que se respete el sistema de protección social impulsado por los cuatro gobiernos del conglomerado. En ese sentido, el senador instó a mantener la unidad dentro del bloque, que este domingo fue vencido a manos del abanderado de la Coalición por el Cambio, Sebastián Piñera. "Para poder hacer frente a un gobierno de la derecha, con toda la fuerza que significa agregarle a ella, aparte de su poder económico y su fuerza mediática, ni más ni menos que el gobierno de la nación, para poder ser exitosos en la tarea de proteger los avances sociales de estos años, 'la tarea de las tareas' continúa siendo la unidad de todos los demócratas chilenos", manifestó. Escalona -quien esta tarde fue criticado a viva voz por una simpatizante de la Concertación presente en el comando freísta- planteó que los liderazgos "son el patrimonio de la coalición" y, por ende, cada uno de ellos se debe cuidar. "La unidad es lo fundamental, la unidad es lo que debe prevalecer", insistió el parlamentario, quien el próximo sábado rendirá su cuenta política ante el Comité Central del PS. Adelantándose a las críticas que pudieran surgir en la instancia por la derrota electoral -y que ya se escucharon abiertamente a fines de diciembre, cuando sectores del PS lo instaron a renunciar como señal a favor de Frei- el senador enfatizó que "sin lo que hizo el Partido Socialista en estos años, no hubiese sido posible ni los avances sociales ni tampoco la estabilidad democrática, ni el éxito del gobierno". "En consecuencia, se tendrá que ponderar por parte del PS, el conjunto de los factores y allí tomar una decisión democrática, luego del debate que haremos", expresó. --------------------------------------------------------------------------------- Medios extranjeros destacan regreso de la derecha al poder en Chile El triunfo de Sebastián Piñera incluso ha sido recogido por periódicos de habla inglesa en sus ediciones online, como The New York Times y BBC News, de Londres. Emol Domingo 17 de Enero de 2010 | 22:38 SANTIAGO.- Aunque la mayoría de los medios de comunicación extranjeros hoy centra su atención en la tragedia en Haití, también se han dado espacio para informar sobre las elecciones chilenas, destacando en sus ediciones online el regreso de la derecha al poder por la vía democrática tras 50 años. El diario El Mundo de España titula "La derecha chilena logra el poder en las urnas tras más de 50 años", destacando que tanto él como Eduardo Frei llamaron a "la unidad de los demócratas". En el mismo tenor, el también hispano diario El País consigna en su portada que "La derecha chilena vuelve al poder las urnas 52 años después", indicando que "El empresario Sebastián Piñera reclama a la centroizquierda 'unidad'". En tanto, el periódico español ABC destaca entre sus principales noticias del día que "Piñera logra una histórica victoria para la derecha chilena". Medios de habla inglesa también han recogido la noticia. De manera casi idéntica, el periódico estadounidense The New York Times , informa al respecto que: "Billonario gana la presidencia de Chile", mientras que BBC News, de Londres señala: "Billonario gana las elecciones chilenas". Más cerca, El Comercio de Perú ha mantenido una actualización permanente de las elecciones chilenas en su edición online y en estos momentos tiene como titular principal: "Michelle Bachelet felicitó a Sebastián Piñera por su elección como presidente de Chile". También mantiene una serie de noticias relacionadas que plantean incluso algunas interpretaciones como: "Elecciones en Chile: ¿Nuevo escenario para el Perú?". En Argentina, en tanto, el diario Clarín también tiene la noticia como la principal de su sitio, señalando que: "Tras el histórico triunfo, Piñera dice que Chile 'necesita más unidad'" junto a una foto del abrazo entre Piñera y Frei. El medio destaca también que el derechista "rompió con 21 años de gobierno de la coalición de centroizquierda" y que "se mostró a favor de una democracia de acuerdos". En el mismo tono, el periódico La Nación de ese país informa que: "La derecha volvió al poder en Chile: Piñera es el nuevo presidente". También destaca que la derecha "bajo el liderazgo del empresario, obtuvo su primera victoria en más de medio siglo y provocó la alternancia en el poder". En Bolivia, en tanto, Los Tiempos de Cochabamba , destaca a todo lo ancho de su portada online que "Derechista Sebastián Piñera triunfa en la elección presidencial de Chile". En su última actualización, el diario El Tiempo , de Colombia, consigna que "Piñera prometió derribar muros de división y construir puentes de encuentro en Chile". Revisado em : 23/01/2010 04:46
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