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FLACSO-Brasil : Haiti, como ajudar? PDF Imprimir E-mail
 

Escrito por A. Rangel Bandeira, FLACSO/VIVA RIO; Folha de SP; Jornal do Brasil; O Globo; CLACSO; UNASUL, em 10/02/2010 09:26

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Publicado em : Notícias, Mural Flacso

Unasul oferece US$ 300 milhões ao Haiti
Reuters e Afp em Estado de SP

Governo haitiano eleva a 230 mil o número de mortos no terremoto do dia 12


QUITO - Representantes dos 12 países-membros da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) decidiram ontem, em reunião extraordinária em Quito, no Equador, criar um fundo comum de US$ 300 milhões para ajudar na reconstrução do Haiti. Em Porto Príncipe, o governo haitiano elevou para 230 mil o número de mortos no terremoto do dia 12. O número de vítimas é o mesmo do tsunami de 2004.




Um dos presidentes que defenderam essa proposta desde o início da reunião foi o peruano Alan García. Para ele, os 12 países-membros da Unasul deveriam contrair, conjuntamente, um crédito de US$ 200 milhões com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). García afirmou que, com esse valor, o Haiti conseguiria construir 41 mil casas populares para os desabrigados do terremoto. Segundo ele, pelo menos metade desse valor já estaria disponível imediatamente.

Para o presidente equatoriano, Rafael Correa, que exerce a presidência rotativa do bloco, o governo haitiano deveria canalizar o recebimento de toda a ajuda estrangeira, além de manejar o fundo comum.

O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, que também participou do encontro, apoiou a ideia de concentrar as doações em um único fundo, em vez de dispersá-las em doações separadas a ONGs. A medida, de acordo com ele, reduziria o risco de corrupção e facilitaria a coordenação entre os inúmeros governos e organizações que tentam ajudar o país caribenho desde o tremor.

VISITA OFICIAL
O chanceler venezuelano, Nicolás Maduro, defendeu ainda a criação de uma reserva alimentar para o Haiti, que teria como ponto de partida as 7 mil toneladas de comida enviadas, segundo ele, pela Aliança Bolivariana para as Américas (Alba) ao Haiti e as 4.500 toneladas que ainda estão estocadas.

A reunião foi esvaziada pela ausência dos presidentes de Brasil, Argentina, Chile, Venezuela, Uruguai, Suriname e Guiana, que enviaram apenas representantes. Chile e Brasil anunciaram que seus presidentes visitarão o Haiti nos dias 20 e 25, respectivamente.

O presidente haitiano, René Préval, que estava na reunião, pediu à Unasul que contribua não apenas com ajuda de longo prazo, mas com itens emergenciais, como barracas para os 400 mil desabrigados.

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Car@s colegas, amig@s, colaborador@s,

Como vocês sabem, o Viva Rio colabora com o Exército Brasileiro,
        que comanda as Forças de Paz da ONU no Haiti, e seus trabalhos
        atuais mais relevantes são o aproveitamento do lixo das favelas
        para produzir eletricidade, a captação de água da chuva para
        abastecer esses bairros, treinamento e cursos para crianças e
        jovens, etc, e em breve, treinamento de policiais para
        integrarem as Forças de Paz da ONU, atualmente presente em 12
        países.

 
        Abrimos uma conta para receber doações em dinheiro para as
        vítimas do terremoto. Como não é possível enviar gêneros por
        avião (o aeroporto está danificado) e seria mais caro, vamos
        divulgar esta conta e providenciar a compra de gêneros como
        água, comida e remédios. Um relatório será publicado em nosso
        site com o balanço final dessa operação. Ajudem a divulgar.

       
        BANCO DO BRASIL
       
         AGÊNCIA: 1769-8
       
        C/C: 5113-6
       
        VIVA RIO DOAÇÕES
             
        Abraços,
             
        Antonio Rangel Bandeira
       
        Pesquisador da FLACSO/Brasil e
       
        Coordenador do Projeto de Controle de Armas/
        VIVA RIO

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CONSEJO LATINOAMERICANO DE CIENCIAS SOCIALES - CLACSO



SOLIDARIDAD CON HAITI

Fondo Gérard Pierre-Charles de Apoyo a la Reconstrucción de Instituciones Educativas en Haití



www.clacso.net/haiti




El Fondo Gérard Pierre-Charles ha sido creado por la Secretaría Ejecutiva del Consejo Latinoamericano de Ciencias Sociales (CLACSO) para contribuir de forma solidaria con la reconstrucción de instituciones educativas que han sufrido la devastación y la destrucción como producto del terremoto producido en Haití el 12 de enero de 2010. El Fondo lleva el nombre de Gérard Pierre-Charles (1935-2004), uno de los más destacados intelectuales haitianos y luchador incansable por los derechos humanos y por la democratización de su país.
   
CLACSO ha realizado un primer aporte de USD 50.000 (cincuenta mil dólares) al Fondo Gérard Pierre-Charles de Apoyo a la Reconstrucción de Instituciones Educativas en Haití
 
   
¿Quiénes pueden colaborar? 
 
Todas las personas, grupos de personas, instituciones, movimientos y organizaciones interesados en apoyar el objetivo del Fondo.
 
   
¿Cómo colaborar? 
 
Con donaciones en dinero u otro tipo de aportes, los que serán aplicados a la reconstrucción de instituciones educativas haitiana.
 
   
¿Cómo se administrará el Fondo? 
 
La Secretaría Ejecutiva y el Comité Directivo de CLACSO serán los responsable de llevar adelante las acciones de captación de recursos y apoyos solidarios, los que serán distribuidos en instituciones educativas haitianas, según prioridades que serán establecidas por un Equipo de Trabajo coordinado por la Dra. Suzy Castor del Centre de la Recherche et de Formation Economique et Sociale pour la Develeppement (CRESFED, Puerto Príncipe, Haití).
 
CLACSO certificará cada contribución y presentará un informe detallado acerca del uso de los recursos, distribuido a su comunidad de instituciones asociadas, a todos/as los/as donantes y al público en general.
   
 
Depósitos

Nombre del titular de la Cuenta: Consejo Latinoamericano de Ciencias Sociales (CLACSO)
Nombre de la Cuenta: Solidaridad con Haití
Número de la cuenta: 20381904176000215767
Banco: CAJA MADRID
Dirección del banco: CALLE MAYOR ,46 - 28013 - Madrid - ESPAÑA
BIC/SWIFT: CAHMESMMXXX
UID: 153837
IBAN: ES11 2038 1904 1760 0021 5767
 

Contribuciones con Tarjeta de Crédito (ver página web: www.clacso.net/haiti)

   
CLACSO 
Comité Directivo: 


Carmen Caamaño Morúa (Costa Rica), Eduardo Toche Medrano (Perú), Gabriel Misas Arango (Colombia), Gerardo Caetano (Uruguay), Guillermo Gómez Santibañez (Nicaragua), Ingrid Sarti (Brasil), Jenny Nathaly Torres Gómez (República Dominicana),Jesús Redondo Rojo (Chile), José Vicente Tavares dos Santos (Brasil), Julio César Gambina (Argentina), Luciano Concheiro (México), Luis Tapia (Bolivia), Olga María Zarza (Paraguay), Carlos Barba (México), Pablo Andrade (Ecuador) y Susy Castor (Haití).
 
Secretaría Ejecutiva: 
Emir Sader (Secretario Ejecutivo), Pablo Gentili (Secretario Ejecutivo Adjunto)





SOLIDARIDAD CON HAITÍ

www.clacso.net/haiti

15/01/2010



 

 

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A hora de mostrar quem é solidário

Editorial - Jornal do Brasil

O BRASIL DEU UM BOM EXEMPLO ao destinar a verba recorde para os nossos padrões de US$ 15 milhões como ajuda humanitária ao Haiti. O povo que recebeu tão calorosamente os jogadores da Seleção campeã do mundo, como parte do processo de pacificação do país, aprendeu a compreender os brasileiros como irmãos, uma gente disposta a ajudar esse povo tão sofrido a encontrar algo que a impressionante e trágica saga do país vem pondo à prova década após década: a esperança. O mesmo sentimento que nunca faltou por aqui talvez seja agora a maior contribuição, tanto quanto a água potável, os remédios ou a comida para os desabrigados.

É preciso ser muito forte para acreditar que ainda pode haver futuro depois de tantas desgraças. A mobilização mundial pela ajuda humanitária pode ser a forma de os haitianos enxergarem o cenário por um outro prisma, assimilando esse sentimento como a maior prova de que um dia poderão levar uma vida mais digna, mais leve, mais agradável, enfim, viver como vivem os habitantes de outros países mais afortunados.

O Brasil tem um papel fundamental, mais neste momento do que em qualquer outro, de manter a chama acesa. A tristeza registrada em terras brasileiras e a forma como o governo reagiu à tragédia mostram o quão fortes se tornaram os laços entre Brasília e Porto Príncipe. São sinais que evidenciam o compromisso brasileiro de participar da reconstrução a longo prazo, não como um projeto de relações públicas no qual a projeção internacional seja a moeda em troca de uma participação superficial nos problemas gravíssimos haitianos, como outras nações fizeram no passado.

Ao menor sinal de agravamento da crise, afastavamse da região de forma a evitar que os problemas respingassem nos outros.

O comando da Força de Paz das Nações Unidas no Haiti (Minustah) é brasileiro por competência e merecimento. Os nossos soldados se arriscaram enfrentando gangues armadas em Bel Air e Cité Soleil, em um processo de estabilização penoso e que só deu o resultado que deu por ter sido conduzido com coragem e serenidade. As favelas tinham tudo para se transformar em sucursais de Bagdá, em uma comparação aproximada, mas isso não ocorreu, entre outras razões, pela maneira cuidadosa como até as operações policiais foram conduzidas.

As mesmas tropas, se agiam no controle da segurança, por outro lado também eram vistas atuando na pavimentação de estradas, na construção ou reforma de escolas e hospitais, enfim, em atividades que trariam um reflexo direto ao cotidiano.

O desafio agora é recomeçar do zero. Reconstruir a reconstrução.

Reerguer o ânimo e mostrar aos haitianos que a essência da sua natureza é desafiar toda sorte de intempéries e desgraças, como um povo determinado a construir sua história acima de qualquer outro impeditivo. É preciso ter fé na fé que os fez levantar-se até hoje, contra tudo e contra todos. Se precisavam de toda a ajuda possível antes, agora necessitam do dobro disso. E o Brasil, nesse ponto, lidera uma relação de países, junto com os Estados Unidos, que se apresentaram prontamente para essa tarefa. Financeiramente e fisicamente, estão visíveis para a população que vaga nas ruas e descampados do que um dia foi sua capital, em busca de água, mantimentos e parentes desaparecidos. Isso é ser solidário.

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Brasil planeja ações para tirar Haiti do caos

Gilberto Scofield Jr. - O Globo


Enterro de corpos é uma das prioridades; brasileiro que representava a ONU deve estar morto, admite Jobim


PORTO PRÍNCIPE. O ministro da Defesa, Nelson Jobim, reuniu-se ontem com o presidente do Haiti, René Preval, para estabelecer as ações prioritárias para tirar o país do caos em que se encontra, depois do tremor de 7 graus na escala Richter que destruiu boa parte da capital, Porto Príncipe (que possui cerca de três milhões de moradores).

O ministro anunciou cinco ações, sendo as duas principais a decisão, avalizada por Preval, de escolher um terreno para o enterro imediato dos corpos, mesmo sem identificação; e a montagem pelo Brasil, já a partir de hoje de manhã, de um hospital de campanha com capacidade de atendimento de 400 pessoas e até 20 internamentos.

Jobim admitiu que o governo brasileiro já considera morto a maior autoridade civil brasileira no Haiti, o vice-secretário da ONU Luiz Carlos da Costa. Ele estava no Hotel Cristopher, que era usado como principal escritório das Nações Unidas no país e praticamente virou pó.

O ministro afirmou também que, dificilmente, os quatro militares brasileiros ainda considerados desaparecidos serão encontrados vivos. Segundo o porta-voz do efetivo militar brasileiro no Haiti, coronel Alan Sampaio, 14 soldados brasileiros morreram no terremoto do Haiti. Com esses quatro, a contagem final subirá para 18 militares mortos. Os corpos desses soldados devem ser transportados para o Brasil hoje ou amanhã, já que sua liberação precisa de autorização e documentação das Nações Unidas.

Aeronáutica envia hospital
Segundo Jobim, três aviões Hércules da FAB seriam enviados ontem à noite a Porto Príncipe, um com o hospital (de mil metros quadrados) equipado, capaz de ser erguido em apenas seis horas; e outro com uma equipe de 60 profissionais da área de saúde, entre médicos e enfermeiros, e engenheiros para a montagem do prédio. Trata-se do mesmo hospital de campanha montado pela Força Aérea Brasileira (FAB) no Rio no esforço de combate à dengue, em 2008. Outro avião seguiu do Brasil com 50 bombeiros e cães farejadores, destinados a ajudar nos trabalhos de resgate de corpos nos escombros.

A terceira frente a ser tocada pela Companhia de Engenharia do Exército brasileiro será a elaboração de uma estratégia de remoção dos destroços, diante da falta de escavadeiras, guindastes e tratores no Haiti. A construtora baiana OAS, que está construindo uma estrada no Haiti, se comprometeu a emprestar material pesado para os trabalhos. Mais material está vindo por terra da República Dominicana; outros equipamentos chegaram ontem (e continuam a chegar hoje) dos Estados Unidos e União Europeia.


- Não estamos medindo esforços para ajudar o Haiti e essa é a orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva - disse Jobim. - Gastaremos o que for necessário.

Em outras frentes de ação no Haiti, o Brasil vai reforçar o patrulhamento, para garantir a segurança diante de uma cidade onde falta praticamente tudo.

E montará a logística para distribuição dos mantimentos e doações que começam a chegar no aeroporto internacional de Porto Príncipe.

O aeroporto funciona parcialmente, recebendo aviões oficiais e pequenos voos fretados. No entanto, segundo o presidente René Preval, o local deve reiniciar suas atividades comerciais a partir de hoje, o que significa que os voos internacionais para Porto Príncipe devem ser retomados pelas principais companhias.


Apesar da tragédia, há momentos para pequenos milagres. Num fato inédito na história da participação brasileira na reconstrução do Haiti, os militares da base brasileira General Bacelar realizaram nos últimos dois dias dois partos. Tanto as crianças quanto as mães passam bem.

Epidemias são nova ameaça


As autoridades brasileiras decidiram que uma das prioridades é o enterro dos corpos porque há uma grande preocupação com o risco de epidemias. Surgiram notícias de que algumas pessoas enterraram seus parentes à beira de córregos. Isso poderá causar mais problemas quando chover, uma vez que as covas são rasas e os corpos podem voltar a ficar expostos.

Outro obstáculo a ser superado é cultural: os adeptos do vodu - muito praticado no país caribenho - não aceitam que seus mortos sejam tocados antes da realização de rituais.

Com a ajuda do equipamento fornecido pela construtora brasileira, o Batalhão de Engenharia do Exército trabalhar para liberar as vias. Dessa maneira, carros de socorro e outros equipamentos poderão transitar.

Na questão de atendimento médico, há um colapso, uma vez que hospitais foram destruídos e não há médicos nem equipamentos suficientes.

Em frente ao batalhão brasileiro há um acampamento de pessoas que buscam socorro.

Um hospital improvisado, numa garagem, foi montado para atender os mais graves.


Ontem, o Ministério da Saúde informou que enviará 20 kits de medicamentos e insumos, num total de 258 mil unidades de diversos produtos, suficientes para atendimento de 10 mil pessoas durante três meses.

Outras carências urgentes são as de mantimentos e água potável - um flagelo que, mesmo antes do terremoto, já castigava o Haiti.

Ontem, o Brasil e outros países começaram a enviar mantimentos.

O Exército brasileiro procura agora um lugar seguro para armazenar as doações.
COLABORARAM: Chico de Gois e Catarina Alencastro

 

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Brasileira vira madrugada em busca dos filhos

Janaina Lage, Folha de SP

Quando sentiu a terra tremer anteontem, a brasileira Eliana Nicolini agiu rápido. Deixou correndo o edifício do Pnud em Porto Príncipe, onde trabalhava havia quatro anos, e viu o prédio cair.
Preocupada com os filhos, a funcionária do Programa da ONU para o Desenvolvimento decidiu voltar para casa e andou 25 quilômetros até o hotel onde mora.
Ao chegar ao local no início da noite e encontrá-lo também arruinado, Eliana entrou em choque. Ficou mais de três horas parada diante do hotel, pensando que os dois filhos tinham morrido.
Depois, passou quatro horas a procura de João Carlos e Paulo Victor, que haviam chegado um dia antes para visitá-la. "Comecei a chorar e a rezar, a pedir a Deus que meus filhos tivessem sido salvos", conta Eliana.
Na busca, teve ajuda de Jorge Ribeiro, outro brasileiro, funcionário da construtora OAS, que trabalhava no Haiti na obra de uma rodovia. Com uma pequena lanterna, ele se ofereceu para procurar os filhos de Eliana.
João Carlos e Paulo Victor foram encontrados com um grupo de franceses -no momento do sismo, eles pularam pela janela do quarto e caíram no pátio do hotel, onde foram socorridos.
Eliana perdeu o dinheiro e todos os bens que tinha no Haiti. Ontem, passou o dia em contato com o Exército, para assegurar que os dois filhos conseguissem embarcar de volta para o Brasil.
Questionada se vai deixar o país após a experiência, disse que não. "Escolhi essa missão e vou continuar. O que me importa é que meus filhos estejam bem."

Revisado em : 10/02/2010 10:30

   
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