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Avaliação da educação superior a distância e seu papel no estado atual: uma análise do SINAES.

O presente trabalho aborda a relação entre avaliação e regulação da educação superior a distância no Brasil, destacando o uso dos resultados das avaliações feitas pelo MEC no âmbito do SINAES, para a tomada de decisão quanto à oferta. A problemática que motivou os estudos foca-se como o MEC tem utilizado os resultados das avaliações para promover a regulação e controle das IES que oferecem cursos superiores a distância. A pesquisa caracteriza-se pela abordagem qualitativa com natureza descritiva, tomando como instrumentos para coleta de informações e reflexão a análise documental, através dos documentos formulados pelo MEC e entrevistas com os membros da CONAES e MEC/SERES pela
participação direta desses atores na coordenação e gestão do SINAES. Os resultados da pesquisa mostram que os resultados das avaliações representam um
dos principais mecanismos de controle do trabalho realizado pelas IES, segundo
padrões de qualidade instituídos pelo MEC, e têm sido utilizados como um dos principais balizadores para a tomada de decisão quanto à regulação das IES na oferta de educação superior a distância.

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Novos parâmetros de análise da relação educação e preparação para o trabalho: desafios atuais para o sistema de Ensino Superior.

O texto discute os novos desafios que são colocados
para os sistemas educacionais, especificamente
para o Ensino Superior diante das mudanças sociais,
econômicas, políticas e tecnológicas contemporâneas.
Depois de fazer um balanço das reflexões de alguns
autores sobre essas mudanças e dos seus impactos
sobre a centralidade do trabalho no mundo de hoje,
expõe alguns pontos em torno dos novos requisitos da
qualificação profissional, ao tempo em que analisa a
recente discussão sobre os novos conceitos de qualificação
e competência que estão sendo trabalhados por
outros autores no campo da Sociologia e da Economia.
Ao final, tece algumas considerações sobre as recentes
reformas da política educacional brasileira frente
a esses novos requisitos.

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Ensino superior no Brasil: a implantação da UNITINS e o uso da EaD como estratégia expansionista de uma universidade pública.

Este artigo destaca os elementos presentes no processo de implantação da Fundação Universidade do Tocantins (UNITINS), associado ao uso da tecnologias da informação e comunicação (TIC) pela oferta inicial do ensino telepresencial, que se caracterizou pela associação de recursos televisivos e tecnológicos. Tem como base a contextualização dos fatos desencadeados na UNITINS no período de sua implantação com a utilização da modalidade educativa telepresencial (e posterior a
EAD) como recursos que viabilizou o acelerado processo de concepção, formulação e execução do projeto pedagógico do curso Normal Superior telepresencial, ofertado inicialmente ao estado do Tocantins e, posteriormente, para todo o território
nacional. A reconstituição desse percurso histórico da UNITINS, pontuando as constantes alterações ocorridas em sua natureza jurídica, enfatiza as coincidências entre esses ajustes realizados durante o período de sua implantação e o contexto de reestruturação e ajustes do Estado brasileiro às exigências das políticas internacionais. Essas transformações deixaram marcas evidentes do atrelamento das políticas da educação superior no estado do Tocantins à política de minimização dos recursos para as universidades públicas. A contínua reestruturação da Universidade, ora como fundação pública, ora como autarquia ou fundação aberta ao capital privado e o início da oferta de cursos a distância estiveram consoantes com a agenda neoliberal adotada pelo governo estadual e com o estabelecimento de novos marcos regulatórios e de mudanças substanciais no campo da educação superior brasileira.

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Disputas e diálogos em torno do conceito de “ações afirmativas” para o ensino superior no Brasil

Neste artigo, detenho-me na polêmica gerada no contexto de expansão do ensino superior brasileiro,
por meio da medida de cotas para estudantes negros e indígenas na Universidade, para observar o
que revelam os discursos sobre as concepções de ações afirmativas. Para isso, analiso dois manifestos
que foram entregues ao Congresso Nacional, no ano de 2006, por intelectuais brasileiros que se
posicionaram publicamente em relação à política de cotas. A análise, orientada por uma concepção
de linguagem bakhtiniana, mostra que o conceito de “ações afirmativas” se mostrou em disputa: no
primeiro, é tomado como uma medida racialista e desigual; no segundo, é entendido como uma medida
de desconstrução do racismo. Ao caracterizar esse debate no cenário brasileiro, busco contribuir
para a construção de um panorama regional sobre a questão racial e sobre as ações afirmativas no
contexto latino-americano.

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Inclusão e segmentação social no Ensino Superior público no Estado de São Paulo (1990-2012)

Quais os efeitos da expansão de vagas e das ações afirmativas sobre a inclusão social nas universidades públicas? Ao analisar as características sociais dos estudantes que ingressaram em quatro universidades paulistas – USP, Unicamp, Unifesp, UFABC – no ano de 2012, esse artigo mostra que elas receberam um número significativo de jovens oriundos de famílias com menor renda e sem diploma de ensino superior. O formato institucional da expansão fez com que esses jovens continuassem a ser dirigidos para os cursos menos prestigiados, impulsionando forte segmentação interna. A UFABC é exceção. Ela recebeu um número maior de estudantes oriundos de famílias de renda mais alta, mas sem diplomas de ensino superior e parece ter adiado a segmentação social com a adoção dos Bacharelados Integrados.

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Políticas públicas de ações afirmativas para a Educação Superior: o Conselho Universitário como arena de disputas

Este artigo discute a emergência de políticas compensatórias, cujo foco central tem
sido reservar vagas na Educação Superior pública para estudantes que, por razões
de sua origem étnica, racial e/ou socioeconômica, não tiveram/têm acesso a esse
nível da educação. Aborda a relação entre Estado, justiça social e democracia,
procurando dar base teórico-conceitual ao estudo das políticas de ações afirmativas
para a Educação Superior no Brasil. Utilizando-se o recurso metodológico da
análise argumentativa, examina os embates e disputas estabelecidos em sessão do
Conselho Universitário da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, no ano de
2012, período de avaliação do programa de Ações Afirmativas implantado nessa
universidade, em 2008. Como conclusão mais geral, postula que os embates e
disputas estabelecidos pelos segmentos do Conselho, em especial, dos docentes
e dos discentes, expressam as disputas presentes na sociedade brasileira por um
modelo de justiça social em face às políticas públicas de ações afirmativas para
a Educação Superior

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RELAÇÕES RACIAIS, CULTURA ACADÊMICA E TENSIONAMENTOS APÓS AÇÕES AFIRMATIVAS

As ações afirmativas no Ensino Superior colocam em pauta uma
série de questões sobre a universidade pública e sobre as relações raciais na
sociedade brasileira. Trazem à cena uma discussão que não pode mais ser
adiada: o papel da universidade frente aos desafios contemporâneos e a sua
efetiva democratização. O presente trabalho tem como objetivo analisar a
cultura acadêmico-curricular e suas configurações derivadas da presença de
estudantes negros cotistas no cotidiano da Universidade Federal de Santa
Catarina. Para isso, utilizamos como procedimentos metodológicos: a análise
dos documentos normativos e os projetos pedagógicos de nove cursos
de graduação; questionários aplicados a professores e coordenadores de
cursos e depoimentos de estudantes negras. A pesquisa permitiu identificar
desafios e tensionamentos que a implantação das ações afirmativas traz
ao cotidiano da universidade para assegurar o acesso e a permanência
(material e simbólica) com qualidade social aos estudantes cotistas negros

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