Inscreva-se com desconto até 20/01

 

2ª Turma (2022-2023)

MODALIDADE: VIRTUAL

Especialização: 40 créditos, 360 horas/cadeira

Curso internacional: 9 créditos, 90 horas/cadeira

Duração: Abril de 2022 a março de 2023

Inscreva-se aqui.

Resolución CD 2020.03/07

As certificações da Especialização e do Curso Internacional serão realizadas pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso Brasil) e pelo Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais (Clacso).


Com o apoio da CEPAL


COORDENAÇÃO GERAL: Dora Barrancos (Universidade de Buenos Aires e CONICET, Argentina) e Alejandra Valdés (CEPAL, Chile)

COMITÊ ACADÊMICO: Dora Barrancos (CLACSO), Alejandra Valdés (CEPAL), Júlia Tibiriçá Diegues Gomes (Flacso Brasil), Karina Batthyany (CLACSO), Jacqueline Moraes Teixeira (Flacso Brasil)

EQUIPE DOCENTE: Ana Carcedo (Centro Feminista de Informação e Ação, Costa Rica), Vivian Souza (Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Brasil), Dora Barrancos (Universidade de Buenos Aires e CONICET, Argentina), Karina Batthyány (CLACSO e Universidade de la República, Uruguai), Natalia Gherardi (Equipe Latino-americana de Justiça e Gênero – ELA, Argentina), Alejandra Valdés (CEPAL, Chile), Lorena Fríes (Corporação Humanas, Centro de Estudos e Ações Políticas Feministas, Colômbia), Nicole Bidegain ( CEPAL), Rocío Rosero (Subsecretário de Prevenção e Erradicação da Violência contra Mulheres, Meninas, Meninos e Adolescentes, Secretaria de Direitos Humanos, Equador), Marilane Teixeira Oliveira (Flacso Brasil), Alicia Ruiz (Universidade de Buenos Aires, Argentina), Elaini Silva (Flacso Brasil), Graciela Morgade (Universidade de Buenos Aires, Argentina), Paula Fainsod (Universidade de Buenos Aires, Argentina) e Jesica Báez (Universidade de Buenos Aires, Argentina), Manuel Contreras Urbina (Banco Mundial , Estados Unidos)

COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA: Júlia Tibiriçá Diegues Gomes (Flacso Brasil) e Sofía Barbuto (CLACSO e Universidade de Buenos Aires, Argentina)

A violência de gênero contra a mulher, além de ser um entrave ao exercício dos direitos humanos, constitui um grande obstáculo ao desenvolvimento dos países da América Latina e do Caribe [1]. Suas consequências não apenas afetam profundamente a vida das mulheres vítimas, mas também ameaçam a estabilidade, a segurança e o bem-estar das famílias e de suas comunidades. Ela ocorre na esfera das famílias e dos espaços públicos, nos ambientes de trabalho, lazer, política, esporte, serviços de saúde e educação e, na redefinição do público por meio dos ambientes tecnológicos (Nações Unidas, 2017 [2]). Na região, afeta uma em cada três mulheres que sofrem ou sofreram violência de seus parceiros. Pelo menos seis em cada 10 mulheres vivenciaram situações de violência de gênero, perpetradas por conhecidos ou estranhos, violência sexual, violência política, assédio no local de trabalho, assédio nas ruas, violência na mídia digital, além de violência contra grupos que vivenciam discriminação específica.
 
O feminicídio é a face mais brutal da violência de gênero. Em dezembro de 2019, dados oficiais de 17 países da América Latina e seis do Caribe mostram pelo menos 4.376 mulheres vítimas desse crime (OIG, 2020).
 
Promover melhores condições de vida para todas as pessoas é uma obrigação dos Estados, e esse esforço inclui políticas que possibilitem avançar na superação das diversas situações de discriminação sofridas pelas mulheres como indivíduos e como grupo social.
 
[1] A violência de gênero atinge as mulheres ao longo de seu ciclo de vida e, consequentemente, as referências às mulheres ao longo da proposta incluem as meninas.
 
[2] Nações Unidas (2017). Recomendação geral nº 35 sobre a violência de gênero contra as mulheres, atualizando a recomendação geral nº 19. CEDAW / C / GC / 35.
Objetivos Gerais:
 
·         Compreender o conceito de violência de gênero contra a mulher numa perspectiva interdisciplinar e conhecer as diferentes dimensões e variáveis presentes na implementação de estratégias em diferentes áreas de atuação do Estado.
·        Oferecer um processo formativo que permita identificar os elementos conceituais e teóricos presentes no debate interdisciplinar sobre a violência contra a mulher e as contribuições que vêm sendo feitas a partir da teoria feminista nas últimas décadas.
 
Objetivos Específicos:
 
·        Capacitar para abordar analiticamente os instrumentos e convenções relacionados aos direitos das mulheres, em particular, aquelas convenções, recomendações e acordos globais e regionais sobre violência de gênero contra as mulheres.
·         Articular a análise com o monitoramento do progresso de seu cumprimento em nível nacional e regional.
·        Compreender a violência de gênero em uma perspectiva intersetorial, levando em consideração as diferentes dimensões, estruturas e dinâmicas que conduzem às múltiplas formas de dominação (raça, gênero, classe), promovendo assim a reflexão sobre os mecanismos de privilégio e exclusão.
·        Desenvolver capacidades para analisar a norma e a implementação das leis sobre violência contra a mulher na região, levando em consideração a evolução normativa dos órgãos jurídicos desde a década de 1990, suas respectivas reformas, a transição das leis sobre violência doméstica e intrafamiliar, leis abrangentes sobre a violência contra mulheres e meninas e sua coerência entre os diferentes instrumentos jurídicos.
·         Analisar as normas e políticas que estão sendo promovidas atualmente para enfrentar as manifestações de violência de gênero pouco visíveis no debate público, como a violência nos processos reprodutivos, violência política, violência cibernética.
·        Promover o aprendizado, a partir de uma abordagem integral das políticas públicas, sobre a formulação de planos nacionais de enfrentamento à violência contra a mulher, sua relação com os planos de igualdade de gênero, sua presença nos discursos de desenvolvimento e nos orçamentos públicos de combate à violência contra a mulher, diante das experiências de orçamentos específicos para a geração de políticas de reparação, etc.
·         Identificar a resposta nos processos de gestão, avaliação e monitoramento das políticas públicas sobre a violência de gênero contra a mulher, à luz das experiências nacionais de prevenção, proteção, atenção, acesso à justiça, reparação e políticas de punição.
·         Incorporar ferramentas de intervenção nos processos de mensuração da magnitude da violência de gênero contra a mulher por motivos de gênero na América Latina e na mensuração da resposta governamental e análise da incidência da violência contra a mulher.
·         Diferenciar o papel das pesquisas do papel dos registros administrativos sobre as ações do setor público no atendimento e enfrentamento da violência vivida pelas mulheres. Refletir e debater sobre a violência extrema contra as mulheres. Feminicídio, tráfico de pessoas.
·        Criar capacidades para desenvolver vínculos analíticos entre a violência de gênero contra a mulher, uma vez que limita a autonomia física das mulheres e a autonomia econômica, para a qual se concentram os custos da violência contra a mulher no local de trabalho.
·        Distinguir os diversos instrumentos de definição de políticas e programas específicos de enfrentamento da violência contra a mulher no setor saúde, enfocando a magnitude do atendimento (análise quantitativa), as capacidades a serem desenvolvidas (capacidades em funcionários públicos) no setor, custos (públicos) gastos com atenção em saúde e reabilitação da mulher sua divulgação (campanhas).
·        Apresentar as ferramentas para definir políticas e programas específicos de enfrentamento à violência contra a mulher no setor saúde, enfocando a magnitude do atendimento (análise quantitativa), as capacidades a serem desenvolvidas (capacidades em funcionários públicos) no setor, custos (gastos públicos) saúde e reabilitação da mulher) e sua divulgação (campanhas).
·        Desenvolver abordagens temáticas, disciplinares e conceituais que contribuam para a construção de uma caixa de ferramentas de reflexão crítica em torno de um caso ou questão central de escolha dos participantes, capaz de dar conta, por sua vez, de uma integração das proposições teóricas e debates abordados nos diferentes espaços curriculares do Especialização.
A Especialização e Curso Internacional é voltada para alunos de graduação e pós-graduação; professores de todos os níveis; ativistas e militantes de organizações e movimentos e partidos políticos; funcionários públicos; trabalhadores da imprensa; membros e gestores de organizações não governamentais e profissionais interessados na área.
Curso Internacional terá duração de um ano e requer a participação em fóruns de discussão e a realização de um projeto de conclusão de curso para seu credenciamento.
 
A Especialização em estudos sobre violência de gênero contra a Mulher. Análise das políticas públicas na América Latina terá duração anual e requer para seu credenciamento além da conclusão e aprovação do Curso Internacional; o credenciamento de 2 seminários virtuais eletivos da oferta curricular; uma oficina de metodologia e um trabalho final de especialização.
 
Especialização e o Curso Internacional acontecerão entre abril de 2022 e março de 2023.
 
Os seminários e aulas virtuais do Curso Internacionalserão oferecidos indistintamente em espanhol ou português. Essas duas línguas são usadas por professores e tutores, mas isso não significa que os professores as tenham como línguas maternas.
 
A bibliografia será oferecida nas línguas oficiais do curso - espanhol e / ou português-, de acordo com a disponibilidade. As intervenções dos alunos nos fóruns de discussão também devem ser feitas nessas línguas. O trabalho monográfico final pode ser entregue em português ou espanhol.
 
Os(as) alunos(as) da Especialização e do Curso Internacional terão o apoio de tutores acadêmicos que acompanharão o curso dos seminários virtuais e orientarão a realização dos trabalhos finais.
Os seminários virtuais serão oferecidos indistintamente em espanhol, português e inglês. Da mesma forma, a bibliografia pode ser oferecida nas três línguas oficiais do curso. As intervenções dos alunos nos fóruns de discussão também podem ser feitas nessas línguas. O trabalho monográfico final pode ser em espanhol, português ou inglês.
 
CURSO INTERNACIONAL
 
No quadro da especialização, o Curso Internacional constitui-se como um espaço multidisciplinar de formação teórica e prática, para analisar a complexidade da violência de género, a sua relação com as desigualdades de gênero e outras intersecções da desigualdade presentes em todas as dimensões da sociedade. Conseqüentemente, constitui um campo de aprendizagem sobre: os marcos conceituais presentes na análise da violência de gênero contra a mulher, suas manifestações, o marco internacional dos direitos humanos globais, regionais e nacionais; a coerência legislativa que deve ser alcançada para uma resposta eficiente e eficaz do Estado, assim como dará conta das abordagens distintas nas políticas públicas de prevenção, sensibilização, reparação e punição. Além disso, permitirá a análise dos graus de institucionalização de políticas e estratégias para enfrentar os problemas dos Estados da região, bem como metodologias de mensuração e análise de custos e gastos públicos. As análises se situarão em uma trama que reúne os diversos cruzamentos de desigualdades que se expressam nas diversidades femininas, tendo em vista as estratégias de intersetorialidade que estão sendo desenvolvidas ou deveriam ser desenvolvidas na implementação das políticas públicas e seus efeitos na região. Como parte do desenvolvimento conceitual que este curso propõe, a autonomia das mulheres será um tema central e seu elo como o desenvolvimento de políticas públicas que enriquece as potencialidades de aplicabilidade desta proposta curricular. Autonomia significa, para a mulher, ter a capacidade e as condições concretas de tomar livremente as decisões que afetam sua vida. Alcançar maior autonomia requer muitas questões diferentes, incluindo liberar as mulheres da responsabilidade exclusiva pelas tarefas reprodutivas e de cuidado, incluindo o exercício dos direitos reprodutivos; acabar com a violência de gênero e adotar todas as medidas necessárias para que as mulheres participem das decisões em igualdade de condições. Quanto à autonomia física, refere-se à capacidade de decidir livremente sobre a sexualidade, a reprodução e o direito de viver uma vida sem violência. O curso se constitui um campo de aprendizagem sobre: os marcos conceituais presentes na análise da violência de gênero contra a mulher, suas manifestações, o marco internacional dos direitos humanos globais, regionais e nacionais; sobre a coerência legislativa que deve ser alcançada para uma resposta eficiente e eficaz do Estado, bem como dará conta das diferentes abordagens nas políticas públicas de prevenção, sensibilização, reparação e punição. Além disso, permitirá analisar os graus de institucionalização das políticas e estratégias para enfrentar o problema nos Estados da região, as metodologias de mensuração e análise de custos e gastos públicos. As análises se situarão em uma trama que reúna os diversos cruzamentos de desigualdades que se expressam na diversidade das mulheres, tendo em vista as estratégias de intersetorialidade que vêm sendo desenvolvidas ou deveriam ser desenvolvidas na implementação das políticas públicas e seus efeitos na região.
 
Aulas e professores(as):
 
Aula 1: Abordagens Conceituais e Abordagem Teórica sobre Violência Contra as Mulheres
Prof: Ana Carcedo (Centro Feminista de Informação e Ação, Costa Rica)
Aula 2: Abordagem intersecional da violência de gênero contra as mulheres
Prof: Vivian Souza (Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Brasil)
Aula 3: A evolução do quadro normativo internacional da violência contra as mulheres.
Prof: Dora Barrancos (Universidade de Buenos Aires, Argentina e CONICET, Argentina)
Classe 4: Avanços nas estruturas regulatórias nacionais e aplicabilidade.
Prof: Natalia Gherardi (Equipe Latino-americana de Justiça e Gênero - ELA, Argentina)
Aula 5: Planos nacionais de violência contra as mulheres
Prof: Alejandra Valdés (CEPAL, Chile)
Aula 6: Novas abordagens para políticas públicas diante da violência menos visível
Prof: Lorena Fríes (Human Corporation, Center for Feminist Political Action and Studies)
Aula 7: Metodologias para medir a magnitude da violência contra a mulher.
Prof: Alessandra Guedes (Unicef) e Alejandra Valdés (CEPAL, Chile)
Aula 8: Refletir e debater sobre a violência extrema contra as mulheres. Tráfico de mulheres e meninas para fins de exploração sexual, desaparecimentos e feminicídio.
Prof: Nicole Bidegain (CEPAL) e Rocío Rosero (Subsecretária de Prevenção e Erradicação da Violência contra Mulheres, Meninas, Meninos e Adolescentes, Secretaria de Direitos Humanos, Equador).
Aula 9: Educação, gênero e políticas contra a violência de gênero na escola, área fundamental das políticas públicas para gerar mudanças culturais.
Prof: Graciela Morgade
Aula 10: A perspectiva intersetorial: a complexidade das identidades e as desigualdades sociais por meio de uma abordagem integrada.
Prof: Karina Batthyany
Aula 11: Impacto econômico da violência contra a mulher no mercado de trabalho. Gastos públicos com políticas de violência contra as mulheres.
Prof: Christine Brendel (Universidade de Rhein-Main, Alemanha)
Aula 12: “Violência de gênero nas conceituações e intervenções das equipes de saúde”
Prof: Yamila Comes
 
OFICINA DE APOIO À ELABORAÇÃO DO TRABALHO FINAL
 
Seminarios Eletivos:
 
Primeiro semestre
 
IMPACTO ECONÔMICO DA VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES
 
Este seminário tem o objetivo de desenvolver uma abordagem interdisciplinar que articule as diversas áreas das ciências sociais e da economia para refletir sobre a necessidade de se reconceitualizar o termo trabalho incorporando novas dimensões.  A esfera do trabalho reflete valores sociais que atribuem um papel secundário às mulheres e contribuem para a reprodução desses valores, o que pode ser observado através da divisão sexual do trabalho, da segmentação ocupacional, das barreiras ao acesso, à permanência e à promoção no emprego, das menores possibilidades de acesso à qualificação profissional e a remuneração igual à dos homens e a maior incidência de violência contra as mulheres, incluindo o ambiente de trabalho.
 
Coordenação: Marilane Teixeira Oliveira (Flacso Brasil)
 
ANTECEDENTES HISTÓRICOS DA CONSTRUÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS SOBRE VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES. A INCIDÊNCIA DO MOVIMENTO FEMINISTA
 
Este seminário examina a recente conceituação relacionada à “violência contra as mulheres e o papel dos movimentos feministas em sua criação e nas lutas para erradicá-la. Ao longo do século 20, os movimentos feministas latino-americanos obtiveram várias reformas que possibilitaram a ampliação dos direitos das mulheres, mas a conceituação referente à violência é recente. Ao examinar a agenda inaugural do feminismo, é estranho encontrar um desafio ao Direito Penal que autorizava, em todos os nossos países, o assassinato de um cônjuge, filha ou irmã por motivo de honra ou de dor. Em alguns países, essas autorizações absurdas coincidiam com a instituição de “emoções violentas”, tão frequentemente usadas para isentar criminosos de assainatos. A enorme renovação conceitual e política trazida pela chamada Segunda Onda feminista, desde meados da década de 1960 -com projeção mundial-, modificou a agenda de direitos de tal forma que a violência patriarcal passou a ocupar um lugar central. Embora a CEDAW - Convenção contra todas as formas de discriminação contra as mulheres (1979) - tenha dado uma contribuição notável para a superação da discriminação e da obstrução dos direitos das mulheres, e que esses fenômenos não podem ser lidos fora de uma semiologia violenta, as feministas regionais afirmam que denúncias de diversas manifestações de violência que levaram à Convenção de Belém do Pará em 1994. Os países signatários vêm fazendo reformas jurídicas para se adequar ao seu mandato, mas as manifestações de retração ou de descumprimento ainda persistem de maneira grave. De forma geral, os países latino-americanos primeiro apresentaram normas jurídicas referentes à chamada “violência familiar” - é preciso dizer que numa primeira fase da retomada feminista entre as décadas 1970-1990, a violência praticada no âmbito doméstico foi o foco de atenção. Somente nos últimos anos surgiram leis que abrangem o combate à violência contra as mulheres e em muitos códigos criminais a maximização das penas atinge aqueles que matam por dissidência sexual e ódio étnico.
 
Coordenação: Dora Barrancos (Universidade de Buenos Aires e CONICET, Argentina)
 
OS DESAFIOS DE LEGISLAR SOBRE VIOLÊNCIA DE GÊNERO CONTRA AS MULHERES
 
Este seminário busca investigar a concepção do direito como discurso social e refletir sobre como esse discurso configura a subjetividade e as identidades das mulheres. “A construção jurídica da subjetividade não é alheia às mulheres” (Alicia Ruiz).
 
Por sua vez, faz um tour pela legislação em vigor, leis específicas sobre violência de gênero, leis abrangentes e novos reconhecimentos e campos de ação (legislação obstétrica, assédio no local de trabalho).
 
Coordenação: Alicia Ruiz e Paula Viturro (Universidade de Buenos Aires, Argentina).
 
Segundo semestre
 
EDUCAÇÃO, GÊNERO E POLÍTICAS CONTRA A VIOLÊNCIA DE GÊNERO NA ESCOLA
 
Na América Latina, as instituições estatais e organizações da sociedade civil enfrentam um enorme desafio em termos de violência de gênero contra meninas, adolescentes e mulheres. Sabe-se que, embora tenham ocorrido enormes avanços nas últimas décadas, as expressões das desigualdades e da discriminação de gênero que afetam a vida de meninas e meninos, jovens e adultos têm raízes culturais muito mais difíceis de modificar do que as leis e declarações governamentais, e requerem um trabalho articulado entre diferentes organizações. Nesse sentido, as políticas educacionais têm papel primordial na desconstrução das lógicas de socialização das identidades, na construção de relações mais igualitárias e na prevenção da violência. Partindo da hipótese de que toda educação é sexual na medida em que estabelece classificações, vivências cotidianas de sexos e constrói uma noção em torno da normalidade, este seminário tem como objetivo interrogar as formas de abordagem da educação em sexualidade e os avanços na construção de instrumentos pedagógicos em prol de práticas educativas que aspirem à justiça de gênero e que tenham como piso a erradicação e atenção à violência de gênero.
 
Nesse sentido, esta unidade curricular busca gerar contribuições para a interpretação e compreensão dos discursos hegemônicos e subalternos sobre a construção social dos corpos sexuados em todas as formas escolares (saberes acadêmicos constituídos em um currículo formal, expectativas e avaliações que configuram o currículo real, omissões e silêncios que compõem o currículo nulo, a construção social do ensino e as experiências de quem passa pela escola), bem como para a concepção e implementação de estratégias específicas de incorporação da disciplina nos diversos dispositivos educacionais. Avança-se, então, na problematização e desnaturação das práticas de violência de gênero que esse efeito pressupõe.
 
Além disso, propõe-se a fornecer uma visão panorâmica das produções teóricas, referenciais normativos, protocolos e experiências empíricas que compõem o campo dos estudos de gênero e sexualidade, aqueles relacionados à violência de gênero na educação e especificamente relacionados à educação sexual. Nesse quadro, o foco é refletir sobre os desafios da transversalização do projeto de educação sexual que amplie o horizonte que contribua para problematizar as desigualdades educacionais em sua dimensão sexual e possibilite a motorização de práticas que apelem ao imaginário pedagógico na busca por instituições de ensino que promover relacionamentos mais justos.
 
Coordenação: Graciela Morgade, Paula Fainsod (Universidade de Buenos Aires, Argentina), Jésica Báez (Universidade de Buenos Aires, Argentina)
 
DEBATES CONCEITUAIS E ABORDAGENS TEÓRICAS ACERCA DA VIOLÊNCIA DE GÊNERO EM UM PERSPECTIVA INTERSECCIONAL
 
Este seminário busca realizar uma análise conceitual da construção de gênero como categoria analítica para explicar a construção social, simbólica, histórica e cultural de práticas e relações desiguais e hierárquicas entre homens e mulheres. Da mesma forma, conceituar e historicizar essas categorias possibilita uma análise crítica e a desconstrução do determinismo biológico, que naturaliza os comportamentos de homens e mulheres e permite incorporar o reconhecimento da diversidade sexual ou identidades genéricas como construções históricas, simbólicas e sociais.
 
Coordenação: Vivian Souza (Universidade del Estado de Río de Janeiro (UERJ), Brasil)
 
MULHERES, MIGRAÇÃO E REFUGIOS: VIOLÊNCIA E VULNERABILIDADES
 
Este seminário procura promover uma análise da migração e refúgio a partir de uma perspectiva de gênero, com atenção especial às dimensões específicas da violência e vulnerabilidade que surgem neste contexto. Considerando o percentual relevante que as mulheres representam nos grupos migratórios ao redor do mundo e na América Latina em particular e, ao mesmo tempo, as preocupantes estatísticas sobre episódios de violência de gênero ocorridos nesses contextos. Por fim, reveja as particularidades desse grupo em termos de políticas, limitações e iniciativas para tratar dessa questão.
 
Coordenação: Elaini Silva (Flacso Brasil)
CM Pleno: se você pertence a um Centro Membro Pleno do CLACSO.
CM Associado: Se você pertence a um Centro Associado do CLACSO.
Sem vínculo: Se você NÃO possui nenhum desses vínculos com o CLACSO.
ESPECIALIZAÇÃO
Pagamento em uma parcela antes de 20/01 Pagamento em uma parcela após 20/01 Pagamento em 3 parcelas
CM Pleno USD 400 USD 570 USD 750 (3 x USD 250)
CM Associado USD 530 USD 700 USD 1020 (3 x USD 340)
Sem Vínculo USD 660 USD 960 USD 1290 (3 x USD 430)
CURSO INTERNACIONAL
Pagamento em uma parcela antes de 20/01 Pagamento em uma parcela após 20/01 Pagamento em 3 parcelas
CM Pleno USD 115 USD 230 USD 315 (3 x USD 105)
CM Associado USD 175 USD 290 USD 360 (3 x USD 140)
Sem Vínculo USD 240 USD 360 USD 450 (3 x USD 180)
    Em todos os casos, o pagamento pode ser feito por cartão de crédito, depósito ou transferência bancária
Quem pode participar da Especialização e do Curso Internacional?
 
A Especialização e o Curso Internacional são destinados a estudantes universitários de graduação e de pós-graduação; professores de todos os níveis; ativistas e militantes de organizações sindicais, movimentos sociais e partidos políticos; funcionários públicos e agentes da área jurídica, jornalistas, comunicadores e assessores de imprensa; membros e dirigentes de organizações não governamentais e profissionais interessados no assunto.
 
O que devo fazer para me inscrever?
 
Para participar é necessário que você se inscreva pela web.
 
As inscrições estarão abertas entre 21 de dezembro e 11 de fevereiro.
 
Como confirmar se estou inscrito/a?
 
Ao finalizar o processo de cadastro você receberá uma confirmação por e-mail.
 
O que acontece se eu não cursar, não concluir ou for reprovado/a nos Seminários Eletivos e obrigatórios exigidos pela Especialização?
 
No caso de não ser concluída alguma das instâncias de formação obrigatórias, em todos os casos, deverá ser pago um valor adicional para recuperação do referido crédito.
 
Caso o aluno decida não fazer a Especialização ou o Curso Internacional antes do seu início formal, ele poderá solicitar o reembolso da taxa de inscrição. O Clacso ficará com o equivalente a 10% das despesas administrativas.
 
Critérios excepcionais: em casos excepcionais e nos primeiros dois meses de início da Especialização, o aluno poderá solicitar a saída da turma e retomá-la no ano seguinte. Em todos os casos, os motivos que justificam o pedido devem ser apresentados por escrito. Dois meses após o início do curso, não será mais possível solicitar esse procedimento.
 
O que acontece se eu tiver que abandonar o curso?
 
Caso o aluno decida não fazer o Curso Internacional ou a Especialização antes de seu início formal, ele poderá solicitar o reembolso da taxa de inscrição. O Clacso ficará com o equivalente a 10% das despesas administrativas. Após o início, nenhum reembolso será feito.
 
Quando as aulas começam e quando terminam?
 
As aulas terão início a partir de abril de 2022 e serão concluídas em março de 2023.
 
Como poderei acessar as aulas?
 
Todos os inscritos receberão as instruções necessárias para acessar as aulas, a bibliografia e os fóruns de discussão por meio do Espaço de Formação Virtual do Clacso.
 
Como poderei utilizar o Espaço de Formação Virtual?
 
O acesso e a navegação pelo Espaço de Formação Virtual acontecem de maneira simples e clara. De qualquer forma, uma equipe de apoio técnico e acadêmico estará sempre à disposição.
 
O que devo fazer para obter o título da Especialização?
 
Deve credenciar o Curso Internacional, dois Seminários Virtuais eletivos, a oficina de apoio à realização do trabalho final e realizar o trabalho final.
 
Como será a avaliação da Especialização?
 
Para obter o título da Especialização, você deve concluir um trabalho monográfico final. A oficina de apoio à realização do trabalho final é obrigatória e vai ajudá-lo nesse processo.
 
O que devo fazer para obter o título do Curso Internacional?
 
Você deve participar das aulas e atividades propostas pelos professores e fazer o trabalho monográfico final.
 
Vou receber um certificado por ter concluído a Especialização ou o Curso Internacional?
 
Sim, a Especialização e o Curso Internacional são certificados pela Flacso Brasil e pelo Clacso.
 
A especialização tem carga horária total de 360 horas e o curso internacional 90 horas.
 
O envio do certificado de conclusão será feito de forma digital e é totalmente gratuito. O mesmo, em formato físico, pode ser obtido gratuitamente na sede do Clacso, em Buenos Aires, ou nas sedes da Flacso no Brasil (Brasília, Rio de Janeiro ou São Paulo).
 
O diploma internacional de Especialista é emitido pela Secretaria-Geral da Flacso, localizada na Costa Rica. Os valores e procedimentos para emissão e envio do diploma internacional podem ser consultados na página da Flacso Brasil: versão em português e versão em espanhol.
 
Posso legalizar ou validar a Especialização?
 
A Especialização e o Curso Internacional são credenciados pela Flacso Brasil e pelo Clacso.
 
Qual é o custo da Especialização?
 
Veja a tabela de preços e modalidades, disponível acima.
 
Caso deseje a certificação internacional expedida pela Secretaria-Geral da Flacso, deverá ser pago um custo adicional.*
 
*A emissão do diploma impresso, junto com o histórico de notas, custa USD 200,00 (duzentos dólares). O valor inclui o envio dos documentos impressos e assinados para o endereço residencial do estudante. Os procedimentos para emissão e envio do diploma internacional podem ser consultados na página da Flacso Brasil: https://flacso.org.br/?page_id=24376.

Qualquer outra dúvida entre em contato através dos e-mails posgraduacao@flacso.org.br e violencia2@clacso.edu.ar ou envie um WhatsApp para +5491138801388.

Para tratar de desconto para grupos e instituições, você pode entrar em contato com descuentosinstitucionales@clacso.edu.ar.