PROUNI 2017/2: SELECIONADOS DA LISTA DE ESPERA JÁ PODEM SER CONFERIDOS

Os candidatos que se inscreveram na Lista de Espera do Programa Universidade Para Todos (ProUni) 2017/2 já podem verificar se estão entre os selecionados para as bolsas. Confira se seu nome está na lista do ProUni O candidato que estiver com o nome na relação dos selecionados deve comparecer à instituição de ensino nos dias […]

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UNB LIBERA RESULTADO FINAL DA 1ª CHE DE 2017

Já está disponível o resultado final das provas da 1° Certificação de Habilidade Específica (CHE) de 2017 da Universidade de Brasília (UnB). A seleção foi realizada entre os dias 17 e 25 de junho, conforme curso escolhido. Segundo o documento, que apresenta a relação final dos candidatos considerados aptos na CHE, as respostas aos recursos […]

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UNESP DIVULGA 1ª CHAMADA DO VESTIBULAR DE MEIO DE ANO 2017

A Universidade Estadual Paulista (Unesp) publicou nesta quinta-feira, 13 de julho, a primeira chamada do Vestibular de Meio de Ano 2017. As matrículas virtuais serão realizadas até amanhã (14). Os candidatos terão sua documentação avaliada e, após confirmação, receberão a informação da data do registro presencial. Os documentos estão listados no Manual do Candidato. A Unesp […]

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Não vou me adaptar: um estudo sobre os bolsistas pernambucanos durante os 10 primeiros anos do Programa Universidade Para Todos – ProUni

O presente trabalho tem por objetivo compreender as estratégias adotadas pelos bolsistas pernambucanos do Programa Universidade Para Todos (ProUni) e seus familiares, numa realidade influenciada pela nova possibilidade de acesso ao ensino superior, sendo observado o papel deste nível de ensino na vida de indivíduos que, pelo histórico familiar e pelas desigualdades sociais e econômicas, não teriam essa oportunidade. Através de dados do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) (2006 2011), do Censo da Educação Superior (2006 2011), do Censo Escolar (2006 2011) e do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) (2006 2012), foi possível o mapeamento do perfil médio do estudante bolsista do ProUni, bem como dos demais estudantes matriculados em instituições privadas de ensino superior. Posteriormente, com base em 22 entrevistas em profundidade com estudantes bolsistas pernambucanos e 13 com seus pais, observou-se, por meio da análise de narrativas, a autopercepção destes indivíduos diante da nova realidade de entrada no ensino superior. Os principais resultados mostraram que o perfil do bolsista do ProUni é único na educação superior privada, bem como é destacável que se trata possivelmente de uma primeira geração na família com acesso ao ensino superior. Em função do recorte adotado pelo programa, do rigoroso processo seletivo, do perfil socioeconômico diferenciado e do desempenho escolar destacado, o bolsista possui estratégias próprias para lidar com a vivência na educação superior e para conviver com familiares. O processo seletivo do ProUni caracteriza o bolsista como alguém que venceu, apesar das dificuldades. Ele chega ao ensino superior com um acúmulo de capital escolar que dificilmente não o colocará em posição de destaque. Além disso, ele é marcado pela ruptura com uma provável trajetória de insucesso educacional, que afeta duplamente seu ingresso na educação superior: por um lado, marca-o como alguém que superou um processo que excluiu todos os seus familiares da educação superior; por outro, constrói um habitus que o coloca como ponto fora da curva tanto na família, quanto na vivência da educação superior. Assim, ao mesmo tempo em que o bolsista se caracteriza como distante da família, ele não se percebe como alguém totalmente adaptado ao universo da educação superior. Desse modo, ele possui uma luta em dois campos a educação superior e a familiar. O processo de adaptação ao ensino superior passou necessariamente pela identificação de limites que possa diferenciá-lo dos demais estudantes. Para tanto, os bolsistas buscaram estratégias, enquanto grupo, para se impor no jogo da educação superior e, ao mesmo tempo, se sentirem pertencentes àquele novo espaço social. A estratégia ao lidar com os conflitos familiares é permitir aos pais a manutenção do papel de dominante do espaço social, criando uma espécie de barreira entre os seus mundos: o dominado pelos pais e aquele em que vivem e trabalham.

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A realidade das entidades científicas e a formação de professores de física: uma análise sociocultural

O objetivo da presente tese é realizar uma abordagem acerca da realidade das entidades científicas no contexto da formação de professores de física. A literatura em ensino de ciências destaca a importância do entendimento de aspectos da natureza da ciência por professores. Dentre esses aspectos, exploramos a questão da realidade das entidades inobserváveis descritas pelas teorias científicas, tratando sobretudo de critérios utilizados para a caracterização dessa realidade por licenciandos, bem como possíveis influências na constituição desses critérios. Consideramos que um professor de física, durante sua atuação profissional, precisará lidar com a questão da realidade de entidades não acessíveis aos sentidos, tendo talvez de explicar em que se baseia uma proposição sobre sua existência. No desenvolvimento do presente trabalho, trouxemos alguns elementos de uma discussão que se dá no âmbito filosófico a respeito do realismo científico e também abordamos formulações teóricas que tratam da questão da realidade em perspectivas que se referem ao campo cotidiano e ao senso comum. Como referencial mais geral, utilizamos uma abordagem sobre cultura, que aponta para a influência de diversas estruturas culturais nas formas de entendimento do mundo e permite conceber a ciência como uma dessas estruturas. Entre outras coisas, a aprendizagem da ciência envolveria a compreensão de suas formas específicas de atribuir realidade, em contraposição às formas de outras estruturas culturais. Foram desenvolvidos três estudos, com análises fundamentadas em metodologias qualitativas. No primeiro, investigamos critérios usados por licenciandos em física para definir a realidade de entidades da ciência e de entes relacionados a outros domínios; no segundo, analisamos formas pelas quais certas entidades científicas são caracterizadas e tomadas como reais em uma coleção de livros didáticos de física do ensino superior; e, por fim, o terceiro consistiu na construção e utilização de um heurístico, com o objetivo de proporcionar reflexões acerca de questões relacionadas ao conhecimento científico e a elementos de outras estruturas culturais e foram analisadas as entrevistas de quatro estudantes de licenciatura sobre o uso desse instrumento. Os resultados obtidos parecem mostrar que há influência de elementos vindos de fora da ciência nos critérios utilizados por estudantes para a definição da realidade das entidades. Além disso, mostram que esse tema não é comumente trazido à reflexão dos alunos, o que não contribui para a reelaboração dos critérios de realidade já trazidos por eles de outros campos que não o científico. O heurístico utilizado no terceiro estudo serviu para trazer à tona as bases do pensamento dos estudantes e lhes indicar certos elementos para reflexão; existiram diferenças nos tipos de reflexão suscitados pelo instrumento, o que consideramos ser uma espécie de “contextualização cultural” na maneira de compreender as questões trazidas por ele. O desenvolvimento dos três estudos nos permitiu compreender alguns aspectos relevantes sobre os modos de entendimento das entidades da ciência e pensar sobre suas formas de tratamento em um curso de física.

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Os professores de química, física e biologia da região oeste do Paraná: formação e atuação

O presente trabalho busca compreender qual foi o processo formativo dos professores que hoje atuam no ensino médio nas disciplinas de Química, Física e Biologia a partir da realidade presente na região de cobertura do Núcleo Regional de Educação da cidade de Cascavel PR. Apresenta também qual a realidade de atuação destes professores e como compreendem alguns aspectos básicos da construção do conhecimento científico. O texto apresenta uma discussão teórica a respeito da formação de professores assim como a respeito da expansão do ensino superior no Brasil. Teve, na sua pesquisa de campo, dois momentos distintos: uma aplicação de questionário a todos os professores das disciplinas discutidas, em todas as escolas sob a supervisão do Núcleo de Educação citado e, num segundo momento, uma entrevistas com um professor de cada um dos 18 município que compreendem a região. Os resultados encontrados apresentam uma realidade de sérios problemas de formação destes professores assim como um complexo quadro de atuação, não condizente, em muitos casos, com a formação inicial recebida. Tais situações apontam para a necessidade de que novas perspectivas sejam adotadas nos cursos de formação de professores das áreas abordadas pela pesquisa; que urgentes encaminhamentos sejam dados para suprir as deficiências de formação daqueles que hoje atuam em sala de aula na região nestas disciplinas, e que se busque adequar a atuação dos professores em conformidade com a sua área de formação ou, enquanto a realidade dos professores que atuam em áreas distintas daquela de sua formação se mantiver, sejam implementados cursos de capacitação para os mesmos.

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O ensino superior em O Estado de S. Paulo: uma análise dos editoriais de Laerte Ramos de Carvalho sobre a USP (1947 – 1964)

A pesquisa identificou e analisou os editoriais do jornal O Estado de S. Paulo (OESP) que tratavam do tema ensino superior durante os anos de 1947 e 1964. Esse período foi escolhido pois o responsável pela editoriais educacionais no momento era Laerte Ramos de Carvalho, professor da Universidade de São Paulo e seguidor dos princípios educacionais do periódico. O objetivo do trabalho era analisar como Laerte Ramos de Carvalho atualizou, por meio dos editoriais, os princípios educacionais do jornal, frente as disputas e embates que o ensino superior passou no momento. As fontes principais usadas para a análise foram os editoriais que tratavam do ensino superior, porém dentro do conjunto, foi feito um recorte temático. Como o principal objeto de apreciação de Ramos de Carvalho era a Universidade de São Paulo (USP), optou-se pela análise de dois assuntos referentes a ela e de suma importância para a manutenção dos princípios e moldes originais dados por seus fundadores: a regulamentação da carreira docente e a construção da Cidade Universitária. Os editoriais eram o local de anunciação e defesa dos ideais educacionais de OESP e Ramos de Carvalho seu porta voz na esfera pública e dentro da universidade. Assim, a pesquisa tem por referencial teórico a compreensão do documento jornalístico como registro que expressa as diversas facetas da complexidade da conjuntura sociocultural ao qual pertence, além de evidências do próprio lugar social da imprensa. Ramos de Carvalho é compreendido como intelectual, pois por meio dos editoriais ele debatia e dialogava sobre as questões do ensino superior com a opinião pública, prezando pela manutenção dos princípios educacionais dos fundadores da USP, grupo ligado ao jornal OESP. A pesquisa permitiu concluir que a campanha travada pelo jornal pela criação da carreira docente na USP tinha por objetivo a conservação da tradição científica criada pelos professores estrangeiros na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras (FFCL), enquanto a campanha pela construção da Cidade Universitária era pela concretização dos princípios de integração e universalidade do conhecimento, depositados na FFCL, centro unificador da universidade.

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Direito ambiental: relações jurídicas modeladas pela matemática visando uma formação profissional crítica e cidadã dos bacharelandos em engenharia ambiental

Esta tese tem como objetivo central investigar como a flexibilidade cognitiva se opera no processo de elaboração de modelos matemáticos de relações jurídicas em domínios complexos ou mal estruturados com enfoque transdisciplinar e que conhecimentos matemáticos podem ser mobilizados. Para tanto, uma pesquisa qualitativa foi realizada com bacharelandos do 1º semestre do Curso de Engenharia Ambiental de uma Instituição Particular de Ensino Superior, localizada no município de São Paulo (SP), durante um Curso de Formação Acadêmica e Profissional. A fundamentação teórica está embasada na Teoria da Flexibilidade Cognitiva de Spiro e colaboradores (1988, 1992, 2003) e nas ideias de Robert (1987) sobre níveis de funcionamento de conhecimentos matemáticos. Em relação à Modelagem Matemática, primordialmente nos embasamos nas concepções de D´Ambrosio (1986, 1996, 2009, 2013) sustentadas pelas ideias de Barbosa (2001, 2002, 2003, 2004) e Bassanezi (1994, 2002), entre outros. Para análise da flexibilidade cognitiva foram elaborados indicadores com base nos trabalhos de Sternberg (1985, 1988, 1993, 2000, 2005) sobre a Teoria Triárquica da Inteligência e de Ennis (1991, 1993, 1996, 2011) sobre pensamento crítico. Os resultados demonstram que o grupo de alunos pesquisado apresenta dificuldades em mobilizar os conhecimentos intramatemáticos na modelagem matemática de relações jurídicas, provavelmente decorrente de falhas na assimilação de conteúdos matemáticos ao longo de sua formação escolar. Identificamos ainda dificuldades em relacionar a linguagem materna com a linguagem algébrica na elaboração dos modelos matemáticos, bem como na validação dos modelos matemáticos. No entanto, apresentaram indícios favoráveis ao pensamento criativo, prático e crítico, o que favorece consideravelmente a flexibilidade cognitiva e o desenvolvimento de habilidades para se lidar com situações novas em domínios complexos ou mal estruturados. Assim, consideramos o resultado dessa pesquisa satisfatório com relação ao nível introdutório, pois o grupo de alunos pesquisado apresentou indícios de flexibilidade cognitiva durante o processo de modelagem, sendo necessário favorecer a promoção de outras atividades com enfoque transdisciplinar que possibilitem o avanço no desenvolvimento da flexibilidade cognitiva, sobretudo em relação ao pensamento analítico que se refere à abstração.

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Formação superior de professores indígenas de Matemática em Mato Grosso do Sul: acesso, permanência e desistência.

O propósito deste trabalho foi o de investigar a formação superior de professores indígenas em matemática no estado de Mato Grosso do Sul. Especificamente três aspectos dentro dessa formação: por que os estudantes indígenas escolhem o curso de licenciatura em matemática, quais são suas maiores dificuldades na 1ª série do curso e por que acabam desistindo dele. Utilizei a abordagem qualitativa de pesquisa, com a aplicação de questionários aos graduandos indígenas de diferentes instituições de ensino superior do estado; formei um grupo de estudos com graduandos da 1ª série do Curso de Licenciatura em Matemática da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul UEMS/Dourados e realizei entrevistas com alguns alunos desistentes desse curso. Essa Instituição oferece em seus vestibulares a possibilidade de acesso aos indígenas pelo regime de reserva de vagas cotas – nos vestibulares, mas não tem conseguido assegurar a conclusão desses cotistas no curso de matemática. Constatei, pelos questionários, que os estudantes indígenas escolhem a licenciatura em matemática porque é um curso que oferece possibilidade de trabalho nas escolas das aldeias e pela preocupação em, depois de formado, poder ensinar uma matemática mais contextualizada, dentre outros aspectos. No grupo de estudos foi possível verificar que os alunos têm muita dificuldade com o conteúdo específico, fato também aparente nas entrevistas com os desistentes. Alguns deles relataram que deixaram o curso por causa dessa dificuldade, aliada ao fato de o curso de matemática não ser a graduação que gostariam de fazer como primeira opção, mas por ser a mais oportuna, tendo em vista diversos fatores. Para a realização desta pesquisa procurei suporte teórico no Programa Etnomatemática que, no contexto da formação de professores, se coloca como possibilidade de interação, de respeito ao outro – etnicamente diferenciado – e como suporte intelectual para ações que possibilitem o diálogo intercultural.

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Acesso do surdo a cursos superiores de formação de professores de Libras em instituições federais

As últimas décadas têm desvelado grandes transformações na educação de surdos, uma delas consiste no deslocamento da abordagem, predominantemente, oralista para a perspectiva bilíngue, na qual a Língua brasileira de sinais (Libras) é reconhecida como a primeira língua dos surdos. Para a concretização dessa educação bilíngue, o Decreto nº 5.626/05, entre outras disposições, estabeleceu a formação e atuação de professores de Libras, determinando aos surdos a prioridade em ambas as situações. Baseado nesse contexto, propusemos como objetivo geral desta pesquisa investigar e analisar o acesso dos surdos a cursos superiores de formação de professores de Libras em instituições federais. Para isso, alinhamo-nos aos pressupostos metodológicos da abordagem qualitativa, especialmente sobre a pesquisa documental e a análise de conteúdo. Para geração dos dados, nosso corpus proveio de 80 editais (e seus respectivos 217 documentos anexos e complementares) de processos seletivos para ingresso em cursos de educação superior voltados à formação de professores de Libras, sendo adotado como recorte o período de 2006 a 2015 e os editais pertencentes às instituições federais. Ancorados em uma ótica da surdez como diferença, cujas implicações reverberaram, principalmente, em uma visão crítica e ampliada de língua, bi/multilinguismo de minorias e identidades fragmentadas e multifacetadas, buscamos aporte nos Estudos Culturais e Estudos Surdos em educação e na Linguística Aplicada. À luz dessa fundamentação teórica, organizamos nossos dados para apresentação e discussão dos resultados em três eixos, 11 categorias e três subcategorias de análise. Os resultados apontaram para um quantitativo ainda escasso de vagas ofertadas nacionalmente para a formação de professores de Libras, sobretudo no segmento que abrange a educação infantil e os anos iniciais do ensino fundamental. Foi constatada ainda uma grande dificuldade por parte das instituições federais investigadas em: propiciar as condições de acessibilidade durante os processos seletivos, sendo muitas vezes observada a omissão de adequações ou a burocratização no seu deferimento; interpretar a prioridade reservada aos candidatos surdos, evidenciando o dissenso sobre quais critérios adotar ou quantas vagas devem ser destinadas a esse grupo de pessoas; realizar a articulação entre a prioridade para surdos e a Política de Ação Afirmativa para estudantes de escolas públicas, autodeclarados pretos, pardos e indígenas ou com baixa condição socioeconômica, aceitando que o indivíduo pode ser, simultaneamente, concebido como surdo, pobre, negro ou índio. Ademais, foi flagrante a presença da concepção patológica do surdo ainda muito arraigada nas exigências e nos textos dos editais e provas analisados, e uma visão essencializada das competências linguísticas do sujeito surdo e da noção de identidade. Esperamos, com nossa pesquisa, trazer à baila reflexões e questionamentos que contribuam para essa discussão, principalmente no tocante ao direito de acesso dos surdos aos cursos de formação de professores de Libras.

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